Marcello Caetano, Marcelismo e "Estado Social"

de Luís Reis Torgal
Editor: Imprensa da Universidade de Coimbra, junho de 2013 ‧
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Fala-se muitas vezes de "Primavera marcelista" e de "liberalização bloqueada" para caracterizar o regime de Marcello Caetano (1968-1974).
Por sua vez, o sucessor de Salazar insistia na ideia de que se tratava de uma "Renovação na continuidade" e preferiu utilizar o conceito de "Estado Social" para caracterizar o Estado Corporativo, cuja denominação também manteve, considerando que deveria ser aperfeiçoado. Este conceito de "Estado Social", se é assim entendido por Marcello, não deixa de ser, embora apenas formalmente e com outro sentido, o mesmo conceito hoje tão usado no debate político, considerando-o, alguns, essencialmente uma conquista da democracia, que, todavia, se está a perder.
Por outro lado, no tempo de Marcello Caetano, o seu regime foi criticado à direita e à esquerda, considerando-o a primeira uma traição ao salazarismo e, sobretudo, à sua concepção de Estado uno, e a segunda um Estado Novo sem Salazar e… com Marcello Caetano.
Afinal o que foi o Marcelismo ou o período marcelista e quem foi Marcello Caetano? Este ensaio, retomando outros trabalhos realizados - num tempo em que os estudos sobre o estadista parecem ser mais frequentes na historiografia portuguesa, muito mais interessada por Salazar - pretende, de uma forma assumida e fundamentada, responder a esta questão.

Marcello Caetano, Marcelismo e "Estado Social"

de Luís Reis Torgal

Propriedade Descrição
ISBN: 9789892605951
Editor: Imprensa da Universidade de Coimbra
Data de Lançamento: junho de 2013
Idioma: Português
Dimensões: 134 x 198 x 8 mm
Páginas: 132
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > História > História de Portugal
EAN: 9789892605951

SOBRE O AUTOR

Luís Reis Torgal

Professor catedrático aposentado da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, foi fundador do Centro de Estudos Interdisciplinares da Universidade de Coimbra – CEIS20. É Sócio Honorário da Academia Portuguesa da História. Foi professor convidado de várias universidades, escolas superiores e instituições de cultura, entre outras: em França, onde foi directeur d'études invite da École des Hautes Études en Sciences Sociales, de Paris; na Inglaterra, em que foi visiting professor da British Academy na University of Birmingham; no Japão, na University of Foreign Studies de Quioto; e no Brasil, em que é doutor honoris causa pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Tem-se dedicado a diversos temas desde o século XVII ao século XX, especialmente no âmbito da História Política e das Ideias, da História da Universidade, da História da História e da Teoria da História. Recebeu vários prémios e foi-lhe concedida, em 2016, a medalha de Mérito em Ciência pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Na Temas e Debates, publicou: O Liberalismo (coord.), vol. 5 da História de Portugal, dirigida por José Mattoso; História da História em Portugal (em colaboração); António José de Almeida e a República (em colaboração); O Cinema sob o Olhar de Salazar (coord.); História… Que História?; Essa Palavra Liberdade… Revolução liberal e contrarrevolução absolutista (1820-1834); Brandos Costumes…. O Estado Novo, a PIDE e os Intelectuais (coord.); e Vigias da Inquisição, distinguido em 2024 com o Prémio Joaquim Veríssimo Serrão, da Academia Portuguesa da História – Fundação Eng.º António de Almeida.

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