Manual Prático de Gatos para Uso Diário e Intenso
SINOPSE
Sabia que há uma comunidade secreta que tem no altar um deus, o gato? O seu lema: «Começar a gostar de gatos é como entrar para a máfia: uma vez dentro, não há como sair.»
Manual Prático de Gatos para Uso Diário e Intenso é o livro que denuncia essa comunidade e as suas práticas, tão felinas como poéticas. Sim, Manual Prático de Gatos para Uso Diário e Intenso é um livro de poemas de Eugénio Lisboa, o poeta e ensaísta que nos deixou recentemente. Mas este Manual Prático é sobretudo um acto de pura hagiografia, ou seja, de louvor e veneração à superior sabedoria e personalidade dos gatos.
Eugénio Lisboa, em 31 poemas, canta os gatos tal como o fizeram Leonardo da Vinci, Charles Dickens ou Jean Cocteau. Mas o poeta não está sozinho e há uma comunidade, nas sombras, a trocar cartas, mensagens, emails, a trocar fotos e mais fotos com Eugénio Lisboa. Com o consentimento do poeta, essas fotografias, agora reproduzidas, fazem deste livro um pequenino museu doméstico, que todos os amantes de gatos vão querer guardar como um tesouro.
Aos poemas de Eugénio Lisboa, escritos pouco antes da sua morte, e às fotografias recolhidas por Otília Pires Martins, que é hoje a guardiã da Ísis, a gata de Eugénio Lisboa cuja imagem dá capa ao livro e que estes poemas imortalizam, junta-se um magnífico texto do escritor Onésimo Teotónio de Almeida: nele se faz também a pequena história dessa comunidade de humaníssimos amantes de gatos, dos seus emails e das suas fotografias.
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"Os felinos sempre gozaram de «fortuna literária», quer na literatura de língua portuguesa - pense-se em Manuel Bandeira, Manuel António Pina, Ruy Belo ou Pessoa -, quer na literatura universal onde poderíamos referir, só a título de exemplo, nomes como Baudelaire, T. S. Eliot ou Appolinaire.
É precisamente nessa longa e prolífica tradição que se insere o Manual Prático de Gatos para Uso Diário e Intenso. Eugénio Lisboa, defensor que «a majestade divina do gato exige o formato mais nobre da poesia - o soneto», dedica-se ao longo de trinta e um poemas ao louvor da supremacia felina, com especial destaque para a sua gata Ísis.
Logo no primeiro soneto do livro «A minha companheira Ísis», o poeta descreve com doçura e graça a chegada da gata, evocando Camões, «Ficaste, logo ali, de mim cativa/e eu, cativa de ti, sem remédio». De forma lúdica e bem-humorada, Eugénio Lisboa convoca ao longo do livro o cânone literário para melhor enaltecer os gatos.
E porque este é, afinal, um fascínio coletivo, aos poemas juntam-se também um posfácio, assinado por Onésimo Teotónio de Almeida, e uma seleção de fotografias, recolhidas por Otília Pires Martins, não só do poeta e de Ísis, mas também de outros felinos. Assim se abre a porta daquilo a que editor chama «uma comunidade de humaníssimos amantes de gatos» e o Manual transforma-se num álbum: um objeto feito em partes iguais de literatura, ternura e memória.
Eugénio Lisboa partiu em abril deste ano deixando-nos uma obra marcante que se estende em áreas tão distintas como a diarística, o ensaio ou a poesia. Perante o vazio que o seu desaparecimento deixa, apetece-nos convocar Szymborska, a Nobel da Literatura polaca, e dizer-lhe, como no primeiro verso do poema, «Morrer — isso não se faz ao gato.»"
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789895761401 |
| Editor: | Editora Guerra & Paz |
| Data de Lançamento: | novembro de 2024 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 219 x 219 x 6 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 92 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Poesia
|
| EAN: | 9789895761401 |
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