Manual de Direito Constitucional Tomo I, 2

O Sistema Constitucional Português (10ª Edição)

de Jorge Miranda
Editor: Coimbra Editora, março de 2014 ‧
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As seis Constituições portuguesas — decretadas em 1822, 1826, 1838, 1911, 1933 e 1976 — são o produto do circunstancialismo histórico do país e o reflexo de determinados elementos políticos, económicos, sociais e culturais. Fruto dos nossos atribulados dois últimos séculos, elas traduzem os seus problemas e as suas contradições assim como influências externas mais ou menos significativas. Veículos de certas ideias, pretendem ser tentativas de reorganização da vida coletiva, projetos mais ou menos assentes na realidade nacional, corpos de normas mais ou menos efetivos e duradouros.
Mas é possível e necessário proceder a uma periodificação: primeiro, o constitucionalismo liberal que, com não poucas vicissitudes, vai de 1820 a 1926, com as quatro primeiras Constituições; a seguir, o constitucionalismo autoritário, de 1926 a 1974, com a Constituição de 1933; e, por fim, o constitucionalismo democrático, a partir de 1974 e com a Constituição de 1976. Neste livro procede-se à história e à análise esquemática das Constituições e, naturalmente, a um estudo mais desenvolvido da Constituição de 1976, desde a sua versão inicial à versão atual, mostrando que, apesar das sete revisões já havidas, o que tem ocorrido tem sido um fenómeno de desenvolvimento constitucional, semelhante ao que conhecem outros países; desenvolvimento constitucional, e não rutura ou transfiguração.
A Constituição é a mesma, baseada na dignidade da pessoa humana e estruturando um Estado de Direito democrático, com respeito dos direitos fundamentais — direitos, liberdades e garantias e direitos sociais — e organizado sob a forma de democracia representativa.

TÍTULO III - AS CONSTITUIÇÕES PORTUGUESAS
CAPÍTULO I - AS CONSTITUIÇÕES PORTUGUESAS EM GERAL
CAPÍTULO II - AS CONSTITUIÇÕES ANTES DE 1976
CAPÍTULO III - A CONSTITUIÇÃO DE 1933
CAPÍTULO IV - A CONSTITUIÇÃO DE 1976

Manual de Direito Constitucional Tomo I, 2

O Sistema Constitucional Português (10ª Edição)

de Jorge Miranda

Propriedade Descrição
ISBN: 9789723222289
Editor: Coimbra Editora
Data de Lançamento: março de 2014
Idioma: Português
Dimensões: 165 x 229 x 16 mm
Páginas: 280
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Direito > Direito Constitucional
EAN: 9789723222289

SOBRE O AUTOR

Jorge Miranda

Jorge Manuel Moura Loureiro de Miranda nasceu em Braga a 15 de abril de 1941. É um professor de Direito e jurisconsulto português.

Licenciado em Direito (1963) e doutor em Ciências Jurídico-Políticas (1979), é professor catedrático das Faculdades de Direito da Universidade de Lisboa e da Universidade Católica Portuguesa. Nas duas Faculdades já exerceu a regência de todas as disciplinas do Grupo de Ciências Jurídico-Políticas, mantendo hoje a seu cargo as de Direito Constitucional e Direitos Fundamentais. Também na Faculdade de Direito de Lisboa, onde foi saneado no pós-25 de Abril, exerceu funções como presidente do Conselho Científico (1988-1990 e 2004-2007) e presidente do Conselho Diretivo (1991-2001). Integrou ainda Comissão Científica da Escola de Direito da Universidade do Minho (1973-2005), coordenou a licenciatura em Direito da Universidade Católica Portuguesa (1983-1989) e foi vogal da Comissão Instaladora da Faculdade de Direito da Universidade do Porto (1996).

Eleito nas listas do Partido Popular Democrático, foi deputado à Assembleia Constituinte (1975-1976), tendo um tido um papel importante na feitura da Constituição da República Portuguesa de 1976. A sua colaboração estendeu-se também à elaboração das Constituições de São Tomé e Príncipe (1990), de Moçambique (1990), da Guiné-Bissau (1991) e de Timor-Leste (2001). Foi membro da Comissão Constitucional (1976-1980), órgão precursor do actual Tribunal Constitucional. Saiu do PSD na cisão que deu origem à Acção Social Democrata Independente, que lhe garantiu uma nova eleição como deputado à Assembleia da República (1980-1983), na coligação Frente Republicana e Socialista. Apoiado pelo PS, foi candidato ao cargo de Provedor de Justiça (2009), mas retirou-se em virtude da sua não eleição à primeira volta.

É contra o aborto, defendendo a inconstitucionalidade dos dois referendos realizados em Portugal sobre a matéria, por estes contrariarem o "Direito à vida", consignado na Constituição de 1976.

Também defendeu que o casamento entre pessoas do mesmo sexo é igualmente inconstitucional, pois contraria os artigos 13.º e 36.º da mesma Constituição, pois atesta que os homossexuais têm todos os direitos, inclusivamente o de casar, mas não com pessoas do mesmo sexo e; ademais, o casamento entre pessoas do mesmo sexo retira o livre direito de constituir família, pois impede logo, a procriação biológica.

É autor de mais de duas centenas e meia de publicações, entre monografias, manuais, lições policopiadas e artigos científicos, salientando-se os títulos Contributo para uma teoria da inconstitucionalidade (1968), A Revolução de 25 de Abril e o Direito Constitucional (1975), A Constituição de 1976: formação, estrutura e princípios fundamentais (1978), Manual de Direito Constitucional (1981), Direito da Economia (1983), Estudos de Direito Eleitoral (1995), Direito Internacional Público (1995), O Constitucionalismo Liberal Luso-Brasileiro (2001) e Teoria do Estado e da Constituição (2002).

É Doutor Honoris Causa em Direito, pela Universidade de Pau (França, 1996), Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Brasil, 2000), Universidade Católica de Lovaina (Bélgica, 2003) e pela Universidade do Porto (2005).

A 9 de junho de 1994 foi feito Comendador da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, a 9 de junho de 2001 recebeu a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade e a 9 de junho de 2005 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.

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