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Poética Edições, março de 2016 ‧
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SINOPSE
"Pode dizer-se deste livro que tudo o que vamos ler é simultaneamente imaginação, sentimento e realidade.
Embora sem qualquer marcação de datas esta escrita aproxima-se de um formato diarístico em que, ao valor intrínseco de cada poema é acrescentada a coesão que dá a necessária harmonia a todo o texto.
Para o analisar tive que o tomar entre as mãos e tentar desvendar um fio condutor. Não foi obra fácil porque a autora como que esgarça o pano da linguagem e estabelece o seu próprio jogo, o seu próprio ritmo, a sua liberdade poética como um exercício de enfrentar o silêncio que as palavras se permitem.
Diante da página em branco ou das palavras que se afastam, a poeta deixa-se levar pela sua própria advertência […] venha alguém capaz de fazer de mim/ uma sombra silenciosa/ neutra/ e circunspecta (p. 53).
Ao ler este livro de Rosário Ferreira Alves, tentando potenciar a expressividade dos seus versos, quase que posso imaginar um novelo com os fios desfiados pela mão da autora criando, com gestos lentos, um desenrolar de palavras para deixar emergir toda a sensibilidade poética. Ela mesmo nos diz que o ponto certo do silêncio, silêncio esse necessário para o fazer poético é […] quando o coração é seda desfiada/ pelo tempo/ tardio/ de um lamento […] (p. 12) e no poema as asas dos filhos confessa-nos […] cedo/ -demasiado cedo-/ a vontade de recolher as asas e enrolar o corpo/ nos novelos com que fizemos/ o derradeiro ninho […] (p. 58). "
Graça Pires
Embora sem qualquer marcação de datas esta escrita aproxima-se de um formato diarístico em que, ao valor intrínseco de cada poema é acrescentada a coesão que dá a necessária harmonia a todo o texto.
Para o analisar tive que o tomar entre as mãos e tentar desvendar um fio condutor. Não foi obra fácil porque a autora como que esgarça o pano da linguagem e estabelece o seu próprio jogo, o seu próprio ritmo, a sua liberdade poética como um exercício de enfrentar o silêncio que as palavras se permitem.
Diante da página em branco ou das palavras que se afastam, a poeta deixa-se levar pela sua própria advertência […] venha alguém capaz de fazer de mim/ uma sombra silenciosa/ neutra/ e circunspecta (p. 53).
Ao ler este livro de Rosário Ferreira Alves, tentando potenciar a expressividade dos seus versos, quase que posso imaginar um novelo com os fios desfiados pela mão da autora criando, com gestos lentos, um desenrolar de palavras para deixar emergir toda a sensibilidade poética. Ela mesmo nos diz que o ponto certo do silêncio, silêncio esse necessário para o fazer poético é […] quando o coração é seda desfiada/ pelo tempo/ tardio/ de um lamento […] (p. 12) e no poema as asas dos filhos confessa-nos […] cedo/ -demasiado cedo-/ a vontade de recolher as asas e enrolar o corpo/ nos novelos com que fizemos/ o derradeiro ninho […] (p. 58). "
Graça Pires
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789899945883 |
| Editor: | Poética Edições |
| Data de Lançamento: | março de 2016 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 122 x 221 x 4 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 68 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | Poesia |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Poesia
|
| EAN: | 9789899945883 |