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L'Orme Du Mail ; Histoire Contemporaine 1

de Anatole France
idioma: francês
Editor: PALEO, maio de 2012 ‧
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Respect et renonce même à l'estime. Il lui suffit de vivre. Tant qu'on n'attente point à sa vie, et qu'on n'en veut qu'à son honneur, elle est débonnaire. Un gouvernement de ce caractère m'agrée et me rassure. Tant d'autres furent impitoyables par amour-propre ! Tant d'autres assurèrent par des cruautés leurs droits, leur grandeur et leur prospérité ! Tant d'autres versèrent le sang pour leur prérogative et leur majesté ! Elle gouverne peu. Et, puisqu'elle gouverne peu, je lui pardonne de gouverner mal. Je soupçonne les hommes d'avoir, de tout temps, beaucoup exagéré les nécessités du gouvernement et les bienfaits d'un pouvoir fort. Si l'on découvrait enfin l'inutilité de tout ment, la République de M. Carnot aurait préparé cette inappréciable découverte. Ainsi parla M. Bergeret, maître de conférences à la Faculté des lettres.

L'Orme Du Mail ; Histoire Contemporaine 1

de Anatole France

Propriedade Descrição
ISBN: 9782849097625
Editor: PALEO
Data de Lançamento: maio de 2012
Idioma: Francês
Páginas: 194
Tipo de produto: Livro
Coleção: J'Ai Lu Aventures Et Passions
Classificação Temática: Livros em Francês > Literatura > Romance
EAN: 9782849097625

SOBRE O AUTOR

Anatole France

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1921

Anatole France, pseudónimo de François-Anatole Thibault (1844–1924), nasceu em Paris. Filho de um livreiro, desempenha funções na Biblioteca do Senado, ao mesmo tempo que escreve artigos de crítica e publica poesia em jornais e revistas. Em 1896, é eleito membro da Academia Francesa.
Experimenta vários géneros literários — os seus contos, Jocaste et Le Chat Maigre, de 1879, são elogiados por Flaubert —, mas é no romance que a sua vocação de escritor mais se evidencia. O seu primeiro sucesso advém com Thaïs (1890), reevocação decadente do período clássico, adaptado a libreto da ópera homónima, composta por Massenet e hoje em dia parte integrante do repertório tradicional. Seguem-se outros romances famosos, como Le Lys Rouge (1894), e quatro volumes reunidos sob o título Histoire Contemporaine (1897–1901), que marcam em definitivo a maturidade expressiva do escritor e o seu interesse por temas sociais e políticos.
Nas obras do seu último período de vida, destacam-se Vie de Jeanne d’Arc (1908), a novela alegórico-satírica L’Île des Pingouins (1908) e o romance histórico, que decorre durante a Revolução Francesa com Os Deuses Têm Sede (1912) e durante a Terceira República em A Revolta dos Anjos (1914), ambos na Cavalo de Ferro.
Escritor de refinada cultura e elegância de estilo, Anatole France esconde sob a veste de um irónico ceticismo um indulgente desencanto pela sociedade moderna. Em 1921, é-lhe atribuído o Prémio Nobel de Literatura pelo conjunto da sua obra.

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