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Les Annees Sans Pardon

de Victor Serge
idioma: francês
Editor: AGONE, setembro de 2011 ‧
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S'il y avait encore quelque part dans le monde une autre réalité, elle ne tenait plus dans la mémoire humaine que la place d'un souvenir plus teinté de doute et de peine que de regrets. Les vieilles gens gardaient le mieux l'empreinte du passé mais leur rabâchage en devenait exaspérant. Il leur faisait plus de mal encore qu'à ceux qui se demandaient comment les faire taire. Combien de guerres y a-t-il eu ? La révolution, c'était aussi une guerre ! Les réponses de ceux qui, en un demi-siècle, semblaient avoir vécu tant d'événements qu'ils exagéraient certainement, restaient obscures ; et le prix d'un bon dîner, le confort des voyages en chemin de fer, devenaient des contes à dormir debout ou plus exactement des bobards de cinglés. Parcours de figures indésirables dans une Europe qui court à la catastrophe, ce roman posthume évoque les derniers jours du Paris d'avant-guerre et le siège de Leningrad, en passant par la chute de Berlin pour finir dans la sierra mexicaine. Confrontés à l'implacable terreur, les protagonistes essayent de sauver leurs amours et cherchent à "s'évader d'un monde sans évasion possible".

Les Annees Sans Pardon

de Victor Serge

Propriedade Descrição
ISBN: 9782748901504
Editor: AGONE
Data de Lançamento: setembro de 2011
Idioma: Francês
Páginas: 340
Tipo de produto: Livro
Coleção: Ma Petite Boite
Classificação Temática: Livros em Francês > Literatura > Romance
EAN: 9782748901504

SOBRE O AUTOR

Victor Serge

Victor Serge (1890-1947) foi um escritor e ativista político russo que viveu boa parte da sua vida no exílio ou na prisão.
A vida de Victor Serge é um retrato da história política da Rússia. Nascido na Bélgica filho de pais russos pobres e anti-czaristas, Serge vê os pais separarem-se quando tinha 15 anos. A partir daí teve de se sustentar usando as muitas leituras da sua infância e o conhecimento de várias línguas que lhe abriram a porta do jornalismo na Bélgica e em França e da política. Fervoroso e radical anarquista, publicou dezenas de artigos, traduziu autores russos e tornou-se editor da mais importante revista anarquista francesa.
Devido a uma queixa infundada foi preso com a sua namorada e vários amigos por suposto envolvimento com um grupo anarquista. Serge foi libertado mas vários dos seus amigos foram executados ou passaram longos períodos na prisão.
Viajou por quase toda uma Europa em convulsão e pisou pela primeira vez solo russo em 1919, envolvendo-se de imediato com os bolcheviques e abandonando aos poucos as tendências anarquistas. Trabalhando para o Comintern Serge foi, com Trotsky e outros, o mais crítico da crescente influência do estado e de Joseph Stalin. Estas posições valeram-lhe vários períodos de prisão, a apreensão e destruição de várias obras, a proibição de trabalhar e, por fim a expulsão do país.
Perseguido em vários países, fazendo parte da lista de alvos a abater da GPU, Serge segue um percurso semelhante ao de Trostky mas é cada vez mais isolado por agentes duplos soviéticos que levantam falsos testemunhos que levam outros exilados russos a suspeitarem dele.
Morre no México em 1947 depois de vários problemas de saúde supostamente decorrentes dos vários anos na prisão em condições sub-humanas embora corram rumores de que teria sido envenenado.
Serge escreveu romances e contos, um livro de poemas (recuperados de memória após agentes de Stalin terem destruído o manuscrito original), e variadíssimos ensaios e obras de não-ficção sobre temas políticos e sociais.
A obra de Victor Serge foi redescoberta no começo dos anos 2000, altura em que começou a ser editada em vários países. O reconhecimento da qualidade da sua obra para lá do contexto político tem marcado a sua inclusão nos cânones literários.

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