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La Fabrique Des Rougon-Macquart ; Tome 5

de Émile Zola
idioma: francês
Editor: HONORE CHAMPION, abril de 2011 ‧
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Ce volume est tout entier consacré au dossier préparatoire du plus célèbre des Rougon- Macquart, Germinal (1885). Grand cri de colère contre la société de l'époque, " cri de pitié " pour ses parias, ce roman a pour sujet l'affrontement du Capital et du Travail dans le cadre d'une mine du Nord de la France, la misérable condition des hommes, des femmes, des enfants, leur terrible exploitation, leur révolte, la naissance du syndicalisme. Autant de questions qui ont suscité et suscite toujours des réactions multiples, à la fois positives et négatives, et des lectures contradictoires. Pour les traiter, Zola a rassemblé 453 folios de notes diverses, prises sur des livres contemporains, des articles de journaux, au cours de conversations, ou sur le terrain : 97 folios de renseignements pris au cours d'un voyage à Anzin, documentation de première main particulièrement intéressante ! Le dossier comporte également 499 folios de réflexions sur la mise en place de l'intrigue et des personnages. Au total donc, près de mille folios dont la lecture est nécessaire pour jauger la documentation sur laquelle s'est appuyé le romancier et l'utilisation qu'il en a faite, pour suivre ses réflexions, ses difficultés, ses découvertes, la manière dont il a dépassé ses présupposés idéologiques initiaux pour soutenir la révolte des mineurs et réclamer, avec eux, plus de justice sociale. Colette Becker est professeur émérite à l'Université de Paris X-Nanterre. Elle a édité de nombreuses oeuvres de Zola (dont Les Rougon-Macquart, " Bouquins ") et plusieurs études sur l'écrivain et le roman du XIXe siècle (Les Apprentissages de Zola, P.U.F ; Émile Zola, "Portraits littéraires ", Hachette supérieur ; Zola, Le Saut dans les étoiles, Presses de la Sorbonne nouvelle ; Lire le réalisme et le naturalisme, Nathan; Le roman au XIXe siècle, Bréal ; avec J.-L. Cabanès).

La Fabrique Des Rougon-Macquart ; Tome 5

de Émile Zola

Propriedade Descrição
ISBN: 9782745320254
Editor: HONORE CHAMPION
Data de Lançamento: abril de 2011
Idioma: Francês
Páginas: 1168
Tipo de produto: Livro
Coleção: Textes De Litterature Moderne Et Contemp
Classificação Temática: Livros em Francês > Literatura > Ficção
EAN: 9782745320254

SOBRE O AUTOR

Émile Zola

Émile Zola nasceu em 1840 em Paris. Cresceu em Aix-en-Provence, onde estudou no Collège Bourbon, regressando a Paris para continuar os estudos. A braços com dificuldades financeiras após a morte do pai, trabalhou em escritórios e colaborou em diversos jornais. Com a entrada na Hachette, Zola iniciou-se no mundo da literatura, conhecendo escritores como Taine, Stendhal, Balzac e Flaubert. Publicou os primeiros poemas, contos e artigos e, aos vinte e cinco anos, trocou a vocação inicial de poeta pela de romancista, escrevendo La Confession de Claude. A partir daí, viveu como jornalista e romancista, publicando Le voeu d’une morte (1866) e Thérèse Raquin (1867), obra que afirmou a sua estética naturalista, integrando teorias da sua época como o darwinismo, o evolucionismo e o determinismo científico. Inspirado n’A Comédia Humana de Balzac, iniciou em 1871 a série Rougon-Macquart, a que deu o subtítulo História natural e social de uma família sob o Segundo Império. Dela fazem parte Nana (1880) e Germinal (1885), duas das suas principais obras. Entretanto, em 1880, publicara O Romance Experimental, manifesto literário do movimento naturalista. Para Zola, o romancista era um observador da Natureza, adotando uma atitude experimental e trabalhando os factos sociais e emocionais como um químico trabalha com a sua matéria. Os seus livros percorreram temas tão diversos como as greves dos mineiros em Germinal, o alcoolismo das classes trabalhadoras em L’Assommoir, a decadência sexual das classes abastadas em La Curée e a ligação dos camponeses às suas terras em La Terre. Algumas das suas obras foram consideradas escandalosas na época, e nunca foi escolhido para a Academia Francesa, a que foi candidato vinte e quatro vezes. Em 1898, Zola participa no debate público relativo ao Caso Dreyfus, defendendo a inocência, que se viria a provar, do acusado. O seu artigo «J’accuse», publicado no L’Aurore, acabou por levar à revisão do processo judicial. Mas a sua publicação fez com que fosse processado e condenado a um ano de prisão, o que o levou a exilar-se em Inglaterra. Morreu em 1902 no seu apartamento na rua de Bruxelles, em condições que não excluíram a hipótese de assassínio.

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