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Jalousie

de Marcel Proust
idioma: francês
Editor: CASTOR ASTRAL, novembro de 2007 ‧
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Marcel PROUST (1871-1922) est issu d'une famille bourgeoise qui manifestait une extrême curiosité intellectuelle. Il se lie rapidement avec des jeunes gens férus de littérature et publie divers essais dans des revues, insérant ses poésie dans Les Plaisirs et les Jours. Il entame un roman autobiographique, Jean Santeuil, et traduit les oeuvres de John Ruskin. Adoptant la vision de l'univers esthétique anglais, Proust s'est efforcé d'échapper à la loi du temps pour tenter, par l'art, de saisir l'essence d'une réalité enfouie dans l'inconscient et « recréée par notre pensée ». Jalousie est un texte d'une densité égale à sa crudité. Mais c'est d'abord une curiosité dans l'ordre de l'édition proustienne. En effet, cette centaine de pages inédites de Sodome et Gomorrhe paraissent, en novembre 1921, chez Arthème Fayard et Cie, dans Les OEuvres Libres, « recueil littéraire mensuel ne publiant que l'inédit ». Le texte de Proust ouvrant la revue côtoie ceux d'auteurs en vogue : les Miguel Zamacoïs, Victor Margueritte, Alfred Machard, André Billy. Disproportion flagrante ! 1921 : c'est le temps de la reconnaissance et presque de la mort... Et l'on voit Proust, après la publication de Jalousie, assailli de demandes de collaboration à des revues à la mode, comme Les Cahiers Verts (dirigés par Daniel Halévy, chez Grasset), offres qu'il décline, par fatigue et malice. Ambiguïté du succès : Jalousie est à la fois, et sous la même plume, louangé et condamné par pudibonderie, dans le très parisien Comoedia ! Le roman Jalousie se joue en deux actes : l'un théâtral et aristocratique ; l'autre intime et bourgeois : deux actes et un épilogue paradoxal, puisque celui-ci nous ramène en arrière, dans le ressouvenir de Balbec. Le premier acte, le plus long, raconte la réception chez la Princesse de Guermantes, et promène, dans la pupille du Narrateur, les cruautés et les trahisons du « grand monde », les manoeuvres séductrices de Charlus, aussi l'agonie de Swann, changé en vieux prophète dreyfusard. Le second dit la visite tardive qu'Albertine fait au Narrateur, ravivant tous les poisons du coeur. La jalousie qui insuffle l'amour. Les mensonges qui le font flamber. L'angoisse qui en éternise les cendres. Lire Jalousie, c'est revivre la stupeur des lecteurs de 1921, confrontés au plus audacieux des romanciers modernes.

Jalousie

de Marcel Proust

Propriedade Descrição
ISBN: 9782859207182
Editor: CASTOR ASTRAL
Data de Lançamento: novembro de 2007
Idioma: Francês
Páginas: 224
Tipo de produto: Livro
Coleção: Les Inattendus
Classificação Temática: Livros em Francês > Literatura > Romance
EAN: 9782859207182

SOBRE O AUTOR

Marcel Proust

Romancista e crítico francês, nasceu a 10 de julho de 1871 em Auteuil, perto de Paris, e morreu a 18 de novembro de 1922, na capital francesa. Era uma criança débil e asmática mas também com uma inteligência e uma sensibilidade precoces. Até aos 35 anos movimentou-se nos círculos da sociedade parisiense. Depois da morte dos pais isolou-se no seu apartamento de Paris, onde se entregou profundamente à composição da obra-prima, A la recherche du temps perdu (Em Busca do tempo Perdido, 1914-27). Este imenso romance autobiográfico consta de sete volumes em que expressa as suas memórias através dos caminhos do subconsciente, e é também uma preciosa reflexão da vida em França nos finais do século XIX. A obra é como a sua vida: o reencontro de duas épocas, a tradição clássica e a modernidade. Proust é considerado o precursor do romance contemporâneo.
Marcel Proust licenciou-se em Direito (1893) e Literatura (1895). Durante os anos de estudo foi influenciado pelos filósofos Henri Bergson, seu tio, e Paul Desjardins e pelo historiador Albert Sorel. Em 1896 publicou les Plaisirs et les jours uma coleção de versos e contos de grande valor e profundidade, muitos dos quais saíram nas revistas le Banquet e la Revue Blanche. A revista le Banquet (1892) foi fundada pelo próprio Marcel Proust em conjunto com amigos. É nesta altura que publica os seus primeiros trabalhos literários e biografias de pintores. Faz traduções de Ruskin, ensaia o relato romanesco da sua trajetória espiritual compondo Jean Santeuil, obra que fará silenciar por lhe parecer apressada e demasiado próxima do seu diário.
A morte do pai (1903), da mãe (1905) e de um grande amigo, empurraram-no para a solidão, mas permanece financeiramente independente e livre para escrever. É através da reflexão que desenvolve a obra Contre Sainte-Beuve, composta em 1907, aproxima-se já do grande livro A la recherche du temps perdu. Em 1909 priva-se de toda a vida social e quase de toda a espécie de comunicação. Em 1912 foram publicados no jornal "le Figaro" os primeiros extratos da obra. Proust cria um trabalho grandioso, escrito na primeira pessoa. Exceção na narrativa, Un Amour de Swann é a história de uma época. O mundo exterior e o mundo interior são originalmente identificados. Viajando no tempo, problematiza a modernidade e a existência maquinal a que ela nos condenou. É um trabalho realizado no reencontro de uma vida perdida e que se prolonga, por outro lado, numa metafísica sugerida, como é o caso do episódio da chávena de chá em que Proust nos quer transmitir que a realidade autêntica vive no nosso inconsciente e só uma viagem involuntária pela memória nos leva ao contacto com ela. A la recherche du temps perdu é uma história alegórica da sua vida, de onde são retirados os acontecimentos e os lugares. O autor projeta a sua própria homossexualidade nas personagens considerando-a, bem como a vaidade, o snobismo e a crueldade, o maior símbolo do pecado original.
Proust é considerado precursor da nova crítica e fundador da crítica temática. Publicou ainda em 1919 Pastiches et mélanges.

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