Jacinto e o Percurso de Auto-Descoberta em A Cidade e As Serras
Jacinto e o Percurso de Auto-descoberta em a Cidade e as Serras
NOTA DO AUTOR
Por uma empatia muito especial; percorri viagens nos romances e
contos de Eça de Queiroz, não só em busca de prazer, mas principalmente
em busca de algo que me despertasse uma curiosidade muito especial.
Desta maneira, iniciei uma longa caminhada sempre na companhia
de personagens marcantes da obra queirosiana.
Naveguei com Teodorico até à cidade Santa, Jerusalém, em busca de
A Relíquia para a sua querida Titi. Enjoei nos paquetes com Teodoro até à
China em O Mandarim. Emocionei-me com os amores trágicos que
envolveram o Padre Amaro e Amélia em O Crime do Padre Amaro, Luísa e
Basílio em O Primo Basílio, Carlos Eduardo e Maria Eduarda em Os Maias,
Vítor e Genoveva em A Tragédia da Rua das Flores. Visitei A Capital com
Artur. Entediei-me na cidade de Paris, percorri as serras de Tormes e
redescobri o riso com Jacinto em A Cidade e As Serras. Descobri a Torre de
Gonçalo em A Ilustre Casa de Ramires. Sonhei e viajei em Os Contos, e por
fim, descansei em “Um dia de chuva”.
Com estas leituras, o meu apreço pela escrita deste autor do século
XIX cresceu e foi assim que a minha peregrinação à descoberta de uma
simples palavra como o “bocejo” se iniciou.
No Grande Dicionário de Língua Portuguesa encontramos o
seguinte significado para a palavra “bocejo”: “abrir a boca
involuntariamente como sucede ao que tem sono, tédio ou aborrecimento,
ou está muito farto de comida”1; é uma necessidade fisiológica como outra
qualquer, mas é principalmente, um acto inteligente2 de libertar as tensões
associadas à fome, à sede, à doença, ao sono e ao que mais nos interessa, ao
mal-estar inerente ao tédio e ao aborrecimento. Na verdade, o acto de
bocejar pode parecer irrelevante aos olhos de muitos, todavia através de uma
reflexão mais profunda, descobre-se que é analisando “quem boceja”,
“como se boceja” e “o porquê do bocejo” que se percebe a facilidade como
Eça trabalha a escrita, construindo de forma subtil um ambiente, uma
atmosfera, uma imagem: o retrato de uma sociedade.
O levantamento do substantivo “bocejo” e dos seus derivados, tais
como o verbo bocejar nas suas diversas formas, serve então de embrião para
este trabalho.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789896364045 |
| Editor: | Papiro Editora |
| Data de Lançamento: | outubro de 2009 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 147 x 228 x 17 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 128 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Leituras Orientadas
|
| EAN: | 9789896364045 |
-
A Nuvem e o Sonho de Ser AlmofadaO Cão Que Lê4,00€
QUEM COMPROU TAMBÉM COMPROU
-
Envio até 20 dias úteis10%Cesário Verde e "A Busca de Quem Somos na Distância de Nós"UTAD5,30€ 10% CARTÃO
-
Envio até 5 dias úteis10%Apontamentos Europa-América Explicam Júlio Dinis - Os Fidalgos da Casa Mourisca - Nº 44Publicações Europa-América4,90€ 10% CARTÃO