Editor: Livros do Brasil, abril de 2004 ‧
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É bem possível que o imperialismo tal como o conhecemos não tenha de facto sobrevivido, mas o Império, em contrapartida, está vivo e bem de saúde. Constitui mesmo, assim o demonstram Michael Hardt e Antonio Negri nesta sua tão discutida obra, a nova ordem política da globalização. É fácil notar as transformações económicas, culturais e jurídicas, que hoje em dia ocorrem um pouco por todo o lado. Mais difícil porém é compreendê-las. Os autores deste livro mantêm que elas devem ser interpretadas em função da compreensão histórica que podemos ter do Império, enquanto ordem universal que não aceita fronteiras nem limites. E mostram-nos como este Império emergente difere no fundamental do imperialismo de raiz europeia ou da expansão capitalista de antanho. Sendo que hoje se baseia, em boa parte, em alguns elementos do constitucionalismo norte-americano, com a sua tradição das identidades híbridas e de uma fronteira em permanente expansão. Hardt e Negri afirmam ter ocorrido uma mudança radical em certos conceitos que formam a base filosófica da política moderna, como os de soberania, nação e povo. E articulam essa transformação filosófica com as mudanças de natureza cultural e económica da sociedade pós-moderna – com as novas modalidades do racismo, as novas concepções da identidade e da diferença, os novos sistemas de comunicação e controlo, as novas vias da emigração. Mais do que uma simples análise, Império é uma obra-prima de filosofia política e assume-se como uma verdadeira utopia. De certo modo, é um novo manifesto comunista. Procurando ver para além dos regimes de exploração e vigilância que caracterizam a nova ordem internacional, tenta encontrar um paradigma político alternativo, que sirva de base a uma sociedade global verdadeiramente democrática.

"Celebrizado pelas suas inovadoras análises a nível de diferentes temáticas das ciências sociais - nomeadamente a nível dos estudos sobre nacionalismo, colonialismo, pós-colonialismo e migrações -, 'Império' é mais do que um fundamental ensaio histórico sociológico. Como Negri faz questão de sublinhar, ele não é um académico, mas sim um militante. 'Império' é pois um livro-manifesto, aquele que a nível global se situou afim dos movimentos globais anticapitalistas. A data de publicação, 2000, e a chancela editorial, Harvard University Press, não estão longe do 'momento fundador' desse mesmo movimentos: Seattle, 199, manifestações globais contra a globalização da Organização Mundial do Comércio. 'Império', que oferece uma crítica radical do antiamericanismo europeu, foi, aliás, extraordinariamente bem recebido nos EUA, onde o New York Times considerou esta como a 'primeira grande síntese teórica do novo milénio'."
José Neves, Público, Mil Folhas

Império

de Antonio Negri e Michael Hardt

Propriedade Descrição
ISBN: 9789723827026
Editor: Livros do Brasil
Data de Lançamento: abril de 2004
Idioma: Português
Dimensões: 144 x 212 x 27 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 512
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Política > Política em Geral
EAN: 9789723827026
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

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