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Il Faut Partir

de Harry Martinson
idioma: francês
Editor: AGONE, abril de 2002 ‧
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Ceux que la société prend en considération, ce sont ceux qui serrent les mâchoires et dont l'harmonie intérieure repose presque uniquement sur la dureté et le culte de la prestation. Ce genre d'être humain n'est jamais malheureux et c'est pourquoi il ne vaut pas la peine d'en parler. tout ce que l'on peut faire, c'est constater que ces gens sont les ennemis naturels de ce qui est trop sensible. sous ce fait se dissimule un abîme de jalousie et de bassesse de toute nature, car c'est sans doute ainsi que se présente la vie. il s'agit peut-être d'une lutte entre ce qui est grossier et ce qui est trop sensible, entre diverses espèces de nerfs, entre sensibilité et brutalité recouverte d'un vernis superficiel. Et de même que cette lutte se déroule entre les individus, elle se déroule aussi, sans doute, en chacun de nous qui vivons sur cette terre. c'est ce que ressent celui qui est trop sensible, c'est-à-dire ce qu'il éprouve au moyen de ses nerfs, sans être atteint pour autant d'une maladie nerveuse ; du moins n'est-il pas plus malade que tous ces salauds bruyants, durs et gaillards, qui en toute circonstance sont l'ennemi de celui qui est trop sensible.

Il Faut Partir

de Harry Martinson

Propriedade Descrição
ISBN: 9782910846848
Editor: AGONE
Data de Lançamento: abril de 2002
Idioma: Francês
Páginas: 373
Tipo de produto: Livro
Coleção: Marginales
Classificação Temática: Livros em Francês > Literatura > Ficção
EAN: 9782910846848

SOBRE O AUTOR

Harry Martinson

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1974

Escritor sueco, Harry Edmund Martinson nasceu a 6 de maio de 1904, em Jämshög, uma localidade do Sul do país, e faleceu em Gnesta, a 11 de fevereiro de 1978. O pai, comandante de uma embarcação, faleceu quando Harry contava apenas seis anos de idade, o que fez com que a mãe o abandonasse a um orfanato, partindo em seguida para os Estados Unidos da América.
Harry Martinson passou então por um período bastante complicado, cumprindo um ciclo inevitável. Uma família adotiva predispôs-se a aceitá-lo, sobrecarregado de trabalho duro, Harry fugiu, acabando por ser capturado e levado para o orfanato, para de novo ser adotado e tornar a fugir.
Aos catorze anos de idade abalou definitivamente, encontrando o seu refúgio no mar. Trabalhou a bordo de navios a vapor como grumete e maquinista naval, chegando a destinos tão longínquos como a Índia e a América do Sul, onde passou grandes temporadas sustentando-se como tarefeiro. Acabou, no entanto, por contrair tuberculose, agravada sobretudo pelo constante manuseamento de carvão enquanto embarcadiço, pelo que regressou à Suécia. Aí conheceu a sua futura esposa, uma escritora que tomou o nome de Moa Martinson, viúva e mãe de três filhos, e cerca de quinze anos mais velha do que Harry Martinson.
Casou-se em 1929 e, nesse mesmo ano, publicou o seu primeiro livro, uma coletânea de poemas intitulada Spökskepp (1929). Suscitou alguma atenção por parte da crítica, que acolheu ainda melhor o aparecimento de Nomad em 1931. Por essa altura juntou-se ao movimento literário Fem Unga, classificado como vitalista-primitivista.
Em 1939 as tropas soviéticas invadiram o território finlandês, na chamada Guerra do inverno. Martinson achou por bem alistar-se no Corpo Voluntário Sueco para defender a soberania daquele país. Verklighet Till Döds (1940) descrevia as suas experiências no campo de batalha.
Em 1945 publicou Passad (Ventos Alísios), uma viagem espiritual dedicada ao companheirismo e, em 1948, foi a vez de Vägen Till Klockrike (Passagem Para Klockrike), romance que descreve as vagabundagens de Bolle, um homem lúcido e individualista.
No ano de 1949 tornou-se no primeiro autodidata oriundo do proletariado a ser eleito membro da Real Academia Sueca e, em 1954, recebeu um doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Gotenburgo.
Em 1956 publicou Aniara, um poema épico que profetizava a evacuação do planeta Terra, tornada inabitável.
Foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1974.

Harry Edmund Martinson. In Infopédia. Porto: Porto Editora, 2003-2011.

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