História da Arte Luso-Brasileira, Urbanização e Fortificação

de Pedro Dias

editor: Edições Almedina, abril de 2004
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O livro que agora apresentamos é fruto de um estudo continuado e sistemático da arte de matriz europeia, no território do Brasil, do tempo em que esteve integrado nos domínios portugueses de além-mar. Na verdade, começou a ser pensado há já mais de vinte e cinco anos, quando iniciámos a leccionação, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, da disciplina de História da Arte Portuguesa, que tinha então acabado de perder a referência expressa à parte Ultramarina, na sequência dos acontecimentos políticos da época. A sua preparação efectiva, no entanto, só foi iniciada, em 1989.
Coube-nos substituir o Professor Doutor António Nogueira Gonçalves, nosso querido e saudoso mestre, então jubilado, cujas aulas incidiam não só sobre a produção artística do Portugal de hoje, mas também dos antigos territórios de além-mar, do Brasil-Português até à índia, passando pela África e pelas Ilhas Atlânticas. Anos depois, a disciplina de História da Arte Portuguesa cindiu-se em duas, com a criação da História da Arte Colonial, e hoje, há já três cadeiras dedicadas à Arte do território metropolitano e uma à das terras da Expansão. A preparação das matérias que leccionávamos levou-nos a deambular por essas paragens remotas, vendo e estudando as memórias materiais da passagem dos Portugueses, da nossa soberania, ou apenas dos contactos dos povos locais com os Europeus que aí chegaram e se instalaram, por mais ou menos tempo. O Brasil, por razões óbvias, foi sempre o pedaço de Mundo a que prestámos mais atenção, onde estivemos em viagens de estudo por mais tempo, sendo raro o ano que aí não passássemos algumas semanas, correndo cidades, vilas e aldeias, trabalhando em bibliotecas e arquivos e fotografando paisagens, gentes e monumentos.
Deste modo, com os olhos habituados a ver e estudar a Arte do Reino - e a montante desta, a dos principais centros europeus -, conhecendo bastante bem as de outras terras que conformaram o espaço imperial em que o Brasil se incluía e com as quais se relacionava, e não deixando de ir às áreas de colonização espanhola, da Colômbia ao Uruguai, da Argentina ao Equador, julgámos ter acumulado um razoável conhecimento dos fenómenos artísticos coloniais que nos permitisse fazer esta síntese da Arte Brasileira, mas vista do lado de cá, com o olhar europeu. […]

História da Arte Luso-Brasileira, Urbanização e Fortificação

de Pedro Dias

Propriedade Descrição
ISBN: 9789724023373
Editor: Edições Almedina
Data de Lançamento: abril de 2004
Idioma: Português
Dimensões: 202 x 266 x 41 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 534
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Arte > Arquitetura Livros em Português > Arte > História da Arte
EAN: 9789724023373
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável
Pedro Dias

Pedro Dias é Professor Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, na área de História da Arte (aposentado em Setembro de 2011).

Estagiou e desenvolveu trabalhos de investigação em Espanha, Itália, Holanda, Alemanha, França, Itália, Brasil e India como bolseiro do Instituto Nacional de Investigação Científica, da Fundação Calouste Gulbenkian e de outras instituições portuguesas e estrangeiras. Durante cinco anos integrou o Centro de História da Sociedade e da Cultura do Instituto Nacional de Investigação Científica.

De entre os cargos oficiais que desempenha ou desempenhou, destacam-se o de Presidente da Comissão Científica do Grupo de História da Faculdade de Letras, por duas vezes; o de Director do Instituto de História da Arte da Universidade de Coimbra, entre 1976 e 1997 e, de novo, entre 2001 e 2003; e ainda os de Director do Museu Nacional de Machado de Castro; Delegado da Secretaria de Estado da Cultura para a Zona Centro; Vogal do Conselho Editorial da Imprensa Nacional-Casa da Moeda; Vogal do Conselho Consultivo do Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico; Vogal do Grupo de Trabalho de História da Arte da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, de 1989 a 1996; Vogal do Conselho Científico da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, em 1996 e 1997; e vogal do Conselho Cultural de Coimbra Capital Nacional da Cultura 2003.

Foi Director-Geral do Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo, desde 1 Fevereiro de 2004 até 9 Julho de 2005; e Director-Geral da Biblioteca Nacional de Portugal, desde 1 de Julho de 2011 até 15 de Setembro de 2012.

É membro das seguintes academias: Academia Nacional de Belas Artes; Academia de Marinha, Academia Portuguesa da História, Real Academia de Bellas Artes de San Fernando de Madrid, Real Academia de Bellas Artes de la Puríssima Concepción de Valladolid, Real Academia de Extremadura de Ciências, Letras y Artes, Sociedade de Geografia de Lisboa. Foi membro do Comité Internacional de História da Arte, até 2007

Em 1983 recebeu a Medalha de Mérito de Belas Arte Classe de Ouro; em 2003, a Medalha de Mérito Cultural do Instituto Luso-Árabe para a Cooperação; e em 2008 a Medakha de Ouro da Cidade de Coimbra. Em 17 de Julho de 20013 foi elevado à categoria de Académico de Mérito da Academia Portuguesa da História.

Em 2005, foi condecorado por Sua Excelência o Presidente da República com o Grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.

Orientou 23 dissertações de doutoramento, todas com êxito, de professores e investigadores de Portugal, Espanha e Brasil. Participou em cerca de 200 júris de provas académicas de pós-graduação e concursos, em Universidades de Portugal, Espanha, Brasil e Bélgica, quase sempre como arguente ou relator.

Durante cinco anos foi investigador do Projecto ACALAPI da Unesco, dedicado ao estudo e aprofundamento das relações do Mundo Árabe com a América. Foi um dos três cordenadores do Projecto Quiroga, integrado no Programa Alfa, patrocinado pela Comissão Europeia, para a criação de modelos de intervenção no restauro das cidades históricas Ibero-americanas; e também do Projecto do Inventário do Património Artístico Móvel das Universidades Históricas Europeias, integrado no Programa Alfa, igualmente patrocinado pela Direcção Geral de Cultura da Comissão Europeia.

Colaborou nos projectos de restauro de inúmeros monumentos, nomeadamente, do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, do Palácio da Vila de Sintra, do Mosteiro dos Jerónimos, do Mosteiro de Folques, do Mosteiro de Semide, da Misericórdia de Penela, do Colégio de São Jerónimo, do Paço das Escolas da Universidade de Coimbra, e das fortalezas da Ilha de Santa Catarina, no Brasil.

O seu campo preferencial de investigação é o das relações de Portugal com a Europa, por um lado, e com os territórios de África, das Américas e do Oriente, por outro. Neste âmbito, publicou mais de 150 livros e artigos especializados, quatro dos quais receberam o Prémio Dr. José de Figueiredo, atribuído pela Academia Nacional de Belas Artes. Em 1991, foi galardoado, por um trabalho em co-autoria intitulado Flandre et Portugal, o Prémio Duque d'Arenberg, concedido na Bélgica. Em 1994 foi atribuído pela Associação Portuguesa de Museologia o Prémio de Melhor Catálogo do ano ao que elaborou para a Exposição Álvaro Pires de Évora, um pintor português na Itália de Quattrocento. Em 2002, foi a vez do Prémio Gulbenkian de História da Arte pela publicação do livro A Arquitectura dos Portugueses em Marrocos. 1415-1769. Em 2003, recebeu o Prémio Vasco Valente do Círculo José de Figueiredo, pelo livro O Contador das Cenas Familiares; o quotidiano dos Portugueses de Quinhentos na Índia, na decoração de um móvel indo-português; em 2005, o Prémio Gulbenkian da Academia Portuguesa da História, para temas sobre a presença portuguesa no Mundo, pelo livro História da Arte Luso-Brasileira; Urbanização e Fortificação; em 2006, o Prémio Fundação Oriente atribuído por um júri da Academia Portuguesa da História, pelo livro De Goa a Pangim. Memórias tangíveis das capitais do Estado Português da Índia; e em 2007, novamente o Prémio Fundação Oriente da Academia Portuguesa da História, pelo livro Portugal e Ceilão, baluartes, marfim e pedraria. Em 2014 ganhou o Prémio da Academia Nacional de Belas Artes com o livro Mobiliário Indo-Português, e o Prémio Presença Portuguesa do Mundo atribuído pela Academia Portuguesa da História e pela Fundação Gulbenkian, com a obra Heráldica Portuguesa na Porcelana da China Qing.

Entre outros dos seus últimos livros além dos acima referidos, destacam-se: Os Portais Manuelinos do Mosteiro dos Jerónimos, Coimbra, 1993; A Viagem das Formas, Lisboa, 1995; A Escultura Maneirista Portuguesa; Subsídios para uma Síntese, Coimbra, 1995; O Fydias Peregrino; Nicolau Chanterene e a Escultura Europeia do Renascimento, Coimbra, 1996; História da Arte Portuguesa no Mundo (1415-1822), em 2 volumes, Lisboa, 1998 e 1999; Arte Indo-Portuguesa. Capítulos da História, 2004; A Arquitectura e a Urbanização dos Portugueses em Macau. 1557-1911, 2005, uma longa obra em 15 volumes intitulada Arte de Portugal no Mundo, editada, em 2008, pelo Público-Comunicação Social, e Mobiliário Indo-Português, 2013.

Esteve ligado à organização de importantes exposições, como consultor ou como colaborador dos respectivos comissariados, nomeadamente a XVII Exposição de Arte, Ciência e Cultura do Conselho da Europa, realizada em Lisboa, em 1983; a exposição do Pavilhão de Portugal, e a exposição intitulada El Arte en Torno a 1492, no âmbito da Expo 92, que tiveram lugar em Sevilha; Uma aventura de séculos para inventar o Futuro, em Génova, em 1992; e a Circa 92, na National Gallery de Washington, em 1992, e Encompassing the Globe. Portugal and the World in the 16th and 17th Centuries, na Smithsonian Institution de Washington, em 2007. Ainda neste campo, foi comissário-científico ou comissário-geral das seguintes exposições: O Tempo das Feitorias, em 1991, no Museu Real de Antuérpia; A Arte da Época dos Descobrimentos, no Museu Nacional de Arte Antiga de Lisboa, em 1992; Grão Vasco e a Pintura Europeia do Renascimento, no Palácio da Ajuda de Lisboa, em 1992; Álvaro Pires de Évora, um pintor português no Quattrocento Italiano, em Lisboa, na Torre do Tombo, em 1994; o Rosto do Infante, em Tomar e Viseu, também em 1994; Reflexos: Símbolos e Imagens do Cristianismo na Porcelana Chinesa, no Museu de São Roque, em Lisboa, em 1997; O Brilho do Norte; Escultura e Escultores do Norte da Europa em Portugal. Época Manuelina, em Lisboa, no Palácio da Ajuda, em 1997; Tesouros do Norte de Portugal, exposição inaugural do Centro Cultural de Macau, em 1999; A Escultura de Coimbra do Gótico ao Maneirismo, Vicente Gil e Manuel Vicente, Pintores da Coimbra Manuelina, e Memórias de Santa Cruz, todas no antigo refeitório do Mosteiro de Santa Cruz, integradas no programa da ?Coimbra Capital Nacional da Cultura. 2003.

A divulgação da Cultura Lusófona levaram-no a fazer mais de 250 comunicações e conferências, 60 das quais no estrangeiro, em Espanha, França, Alemanha, Itália, Bélgica, Inglaterra, Áustria, Marrocos, Canadá, Brasil, Colômbia, Uruguai, Índia, Macau, China, Tailândia e Singapura.

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