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Herança de António Ferro

O museu de arte popular

de Alexandre Oliveira
Editor: Caleidoscópio, setembro de 2019 ‧
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Este livro é um contributo para o conhecimento do Museu de Arte Popular, tentando entendê-lo desde o surgimento da ideia da sua criação até ao momento presente. Pretende-se compreender os contextos que estiveram na origem da sua conceção dentro do quadro das políticas de propaganda associadas à arte e cultura popular de António Ferro e do Estado Novo, à sua construção e à sua existência prolongada pelo tempo até ao momento presente de reabertura.

Depois de toda a controvérsia em torno do destino do Museu de Arte Popular, uma conclusão é de que, apesar das muitas propostas para o seu futuro, manteve-se um desconhecimento do seu passado. Este livro é sobretudo uma etnografia histórica que pretende contribuir para o conhecimento sobre o Museu de Arte Popular e assim também para o enriquecimento do debate sobre o seu futuro.

Herança de António Ferro

O museu de arte popular

de Alexandre Oliveira

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896585921
Editor: Caleidoscópio
Data de Lançamento: setembro de 2019
Idioma: Português
Dimensões: 170 x 242 x 15 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 258
Tipo de produto: Livro
Coleção: Estudos de Museus
Classificação Temática: Livros em Português > História > História Moderna e Contemporânea
EAN: 9789896585921

Herança de António Ferro: o Museu de Arte Popular, de Alexandre Abreu

Pedro Quintela

O livro “Herança de António Ferro: o Museu de Arte Popular”, da autoria de Alexandre Abreu, resulta da sua tese de doutoramento em antropologia, tendo sido devidamente revisto e atualizado para efeitos desta publicação. Trata-se de uma obra bastante interessante, que aprofunda a relação entre a chamada “política do espírito” de Ferro e o papel da etnografia e dos etnólogos e antropólogos durante o período do Estado Novo. Esta dimensão, que o autor trata com grande detalhe e clareza, é para mim o aspeto mais marcante do livro. Os capítulos finais, dedicados à análise das vicissitudes que caraterizam a história do Museu de Arte Popular, dos seus diferentes diretores e dos desafios que marcam a sua reabertura recentes (o livro termina nesta fase, em 2019), foram talvez para mim menos aliciantes do ponto de vista da leitura, embora muito informativos. Recomendo a todos os que se interessante pela história do Estado Novo e o papel de António Ferro, das artes, da cultura e da propaganda no contexto deste regime ditatorial, mas também para todos aqueles que se interessam pela história das ciências sociais no nosso país e do papel, também vezes ambíguo e até cúmplice, que antropólogos e etnólogos assumiram durante este período.

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