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Editor: Universidade Lusíada Editora, dezembro de 2012 ‧
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A habitação nasce da distância à natureza, ganhando outro útero. Habita-se porque se quer. O sedentarismo necessário à civilização, exigiu primeiro a habitação depois a instituição. E ambas conhecem formas precisas e úteis, a que a Arquitectura tão bem responde.

O habitar, que exige pensamento e construção, que Heidegger soube questionar, exige outras questões, que se afectam à memória individual e familiar, ao lastro acumulado das vidas, ao pó do sedentarismo, às vivências light das roulottes e das tendas, às vidas (im)pessoais dos hotéis, às revistas de decoração.

Habitar é desejar ter história num lugar. A habitação legitima-nos enquanto indivíduos de famílias e é o veículo que legitima o presente e pressupõe o futuro. A virtualização do presente, desvirtua a necessidade física dos bens materiais que recheiam as habitações, mas não retira a capacidade íntegra da protecção para além da agressão da natureza e a necessidade elementar da manutenção da intimidade. Não houve ainda evolução que retira a capacidade protectora de um quarto enquanto se dorme, ou a unidade envolvente na evolução da geração seguinte.

Habitar

de Mário João Alves Chaves

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896401276
Editor: Universidade Lusíada Editora
Data de Lançamento: dezembro de 2012
Idioma: Português
Dimensões: 165 x 240 x 8 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 174
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789896401276