SINOPSE
A comunicação tornou-se difícil em tempo de pandemia. O vírus «segue o curso atmosférico da respiração» («Com um bater de asas», p. 7), ou «os vírus dão-se nos jardins da respiração» («Há cento e dois anos», p.9). «Tudo é refúgio e tenho de respirar-me». As palavras são fulcro de comunicação e por isso em «Os meses estão exaustos» (p.50) o último verso exprime a ideia duma relação indispensável ao convívio humano: «Escrevo para não me esquecer de falar». No poema «As crianças fecham amanhã» (p.10), de título bem sugestivo, o fechamento, o medo e a solidão presentificam-se com intensidade. No último poema desta primeira parte - «O bloqueio não dura sempre» (p.51) - desponta, porém, uma pontinha de esperança: «O futuro há de voltar com palavras que nos protejam deste frio».
Numa imagística singular, o poema «As Nuvens» (p.68) permite-nos fruir a beleza de metáforas conseguidas com assento na realidade, de que dou exemplo: «São os únicos mares que foram criados no ar; / às vezes poisam os pés no chão». O poema «Carlos Drummond de Andrade» (p.86) anuncia no primeiro verso «É um planeta extenso e quotidiano» e no último verso «É um planeta com luz própria», sendo o último paradoxo a ênfase da grandeza do poeta falado.
(…) Estes poemas de Há Planetas em Muitos Lugares têm o dom de prender pela emoção que despertam, pela riqueza da imagística de quem escreve com a maturidade e a sensibilidade que impedem que se distraia do mundo e da vida. Quando o poeta diz do poema: «Se ascende ao âmago de quem lê, é porque ilumina» («Para mais do que eu», p.73), eu, como leitora, respondo: estes poemas iluminam.» Maria de Lurdes Gouveia da Costa Barata
Numa imagística singular, o poema «As Nuvens» (p.68) permite-nos fruir a beleza de metáforas conseguidas com assento na realidade, de que dou exemplo: «São os únicos mares que foram criados no ar; / às vezes poisam os pés no chão». O poema «Carlos Drummond de Andrade» (p.86) anuncia no primeiro verso «É um planeta extenso e quotidiano» e no último verso «É um planeta com luz própria», sendo o último paradoxo a ênfase da grandeza do poeta falado.
(…) Estes poemas de Há Planetas em Muitos Lugares têm o dom de prender pela emoção que despertam, pela riqueza da imagística de quem escreve com a maturidade e a sensibilidade que impedem que se distraia do mundo e da vida. Quando o poeta diz do poema: «Se ascende ao âmago de quem lê, é porque ilumina» («Para mais do que eu», p.73), eu, como leitora, respondo: estes poemas iluminam.» Maria de Lurdes Gouveia da Costa Barata
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789895392032 |
| Editor: | Editora Labirinto |
| Data de Lançamento: | março de 2023 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 138 x 199 x 6 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 70 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | Contramaré |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Poesia
|
| EAN: | 9789895392032 |
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