Guerra, Paz e Fuzilamentos dos Guerreiros

Guiné 1970-1980

de Manuel Amaro Bernardo
Editor: Prefácio, dezembro de 2007 ‧

Guerra, Paz e Fuzilamentos dos Guerreiros, de 404 páginas e editada pela Prefácio, é lançada hoje em Lisboa, e nela o autor evidencia o «conjunto de esforços feitos com vista ao diálogo entre os dois contendores (Portugal e guerrilha guineense) e a manifestada intenção do Senegal em colaborar activamente nessas diligências».

Manuel Amaro Bernardo, coronel do exército na reforma, escreve que «foram feitas tentativas legítimas para chegar à paz através de negociações, quer da parte do general António de Spínola, quer de Amílcar Cabral».

«Sabe-se quem não permitiu a continuação dessas diligências, com receio do que viesse, depois, a suceder em Angola e Moçambique: Marcello Caetano», vinca o autor.

O coronel Manuel Bernardo baseia ainda o livro na situação vivida na Guiné-Bissau, no período de 1970 a 1980, acentuando o papel desempenhado pelos denominados «comandos» guineenses, ao lado dos militares idos de Lisboa, na guerra travada naquele teatro de operações contra o movimento de libertação Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

O autor retoma, com testemunhos e documentos, o destino trágico daqueles «comandos», «clandestinamente fuzilados» com a instalação do PAIGC no poder, em Bissau.

Invocando a edição de 24 de Novembro de 1980 do jornal estatal guineense Nô Pintcha, o coronel Manuel Bernardo transcreve as denúncias dos fuzilamentos e das valas comuns (35 a 38 pessoas em cada, num total de cerca de 500) descobertas em várias cidades guineenses, cuja responsabilidade é imputada ao primeiro Presidente da Guiné-Bissau, Luís Cabral.

«Num trabalho de natureza histórica, onde tanto se fala de homens que matam e fuzilam outros homens, apenas como ajuste de contas do passado; neste desenrolar de episódios onde os Direitos do Homem são tão esquecidos e acaba por sobressair a indignidade do tratamento a militares que serviram Portugal com tanto entusiasmo; a nossa consciência de portugueses e de cidadãos do mundo, conterrâneos de tais atrocidades, ficará, no mínimo, marcada pela indignação», defende.

No prefácio, Ricardo Durão, general pára-quedista na reforma, salienta que o coronel Manuel Bernardo «narra, através de diversos testemunhos, a guerra na Guiné. Foi um dos teatros de guerra onde, porventura a luta foi mais intensa e dura (...)».

Numa «última palavra» para o autor, o general Ricardo Durão agradece a sua «persistência no registo de elementos indispensáveis à compreensão de um período de grande importância histórica».

Os registos, referidos pelo general Ricardo Durão, são, como escreve o coronel Manuel Bernardo, «pistas» que o autor espera «possam ter alguma utilidade para a análise histórica posterior».

in Sol/Lusa, Novembro 2007

Guerra, Paz e Fuzilamentos dos Guerreiros

Guiné 1970-1980

de Manuel Amaro Bernardo

Propriedade Descrição
ISBN: 9789898022509
Editor: Prefácio
Data de Lançamento: dezembro de 2007
Idioma: Português
Dimensões: 170 x 240 x 18 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 404
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > História > História de Portugal
EAN: 9789898022509
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Manuel Amaro Bernardo

Manuel Amaro Bernardo, Coronel de Infantaria/Exército, na reforma.
Esteve oito anos em África (Angola e Moçambique), nas quatro comissões por imposição (escala) que cumpriu em 1961/73.
No pós-25 de Abril, fez parte do Posto de Comando, na Amadora, na contenção do golpe de 25 de Novembro de 1975 e tem um curso complementar da UCP (1990/93).
É autor de Os Comandos no Eixo da Revolução; Crise Permanente do PREC; Portugal 1975/76 (com pseudónimo Manuel Branco), que esteve seis semanas no quadro dos best-sellers; Marcello e Spínola; A Ruptura; As Forças Armadas e a Imprensa na Queda do Estado Novo; Portugal 1973-1974/1994 (3.ª edição/2011); Equívocos e Realidades; Portugal 1974-1975 (2.º vol.)/1999; Combater em Moçambique; Guerra e Descolonização 1964-1975/2003; Memórias da Revolução; Portugal 1974-1975/2004; Guerra, Paz e Fuzilamentos dos Guerreiros; Guiné 1970-1980/2007.
E em coautoria: Timor; Abandono e Tragédia. (1974-1975) , com o Coronel Morais da Silva/2000; 25 de Novembro; Os "Comandos" e o Combate pela Liberdade com o Prof. Proença Garcia e o Sarg. Mor Comando Rui Fonseca/2005, e Grades de Papel; Caxias 1975 (...)/2013, com o Coronel Joaquim Vasconcelos.

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