Guerra, Paz e Fuzilamentos dos Guerreiros
Guiné 1970-1980
CRÍTICAS DE IMPRENSA
Guerra, Paz e Fuzilamentos dos Guerreiros, de 404 páginas e editada pela Prefácio, é lançada hoje em Lisboa, e nela o autor evidencia o «conjunto de esforços feitos com vista ao diálogo entre os dois contendores (Portugal e guerrilha guineense) e a manifestada intenção do Senegal em colaborar activamente nessas diligências».
Manuel Amaro Bernardo, coronel do exército na reforma, escreve que «foram feitas tentativas legítimas para chegar à paz através de negociações, quer da parte do general António de Spínola, quer de Amílcar Cabral».
«Sabe-se quem não permitiu a continuação dessas diligências, com receio do que viesse, depois, a suceder em Angola e Moçambique: Marcello Caetano», vinca o autor.
O coronel Manuel Bernardo baseia ainda o livro na situação vivida na Guiné-Bissau, no período de 1970 a 1980, acentuando o papel desempenhado pelos denominados «comandos» guineenses, ao lado dos militares idos de Lisboa, na guerra travada naquele teatro de operações contra o movimento de libertação Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).
O autor retoma, com testemunhos e documentos, o destino trágico daqueles «comandos», «clandestinamente fuzilados» com a instalação do PAIGC no poder, em Bissau.
Invocando a edição de 24 de Novembro de 1980 do jornal estatal guineense Nô Pintcha, o coronel Manuel Bernardo transcreve as denúncias dos fuzilamentos e das valas comuns (35 a 38 pessoas em cada, num total de cerca de 500) descobertas em várias cidades guineenses, cuja responsabilidade é imputada ao primeiro Presidente da Guiné-Bissau, Luís Cabral.
«Num trabalho de natureza histórica, onde tanto se fala de homens que matam e fuzilam outros homens, apenas como ajuste de contas do passado; neste desenrolar de episódios onde os Direitos do Homem são tão esquecidos e acaba por sobressair a indignidade do tratamento a militares que serviram Portugal com tanto entusiasmo; a nossa consciência de portugueses e de cidadãos do mundo, conterrâneos de tais atrocidades, ficará, no mínimo, marcada pela indignação», defende.
No prefácio, Ricardo Durão, general pára-quedista na reforma, salienta que o coronel Manuel Bernardo «narra, através de diversos testemunhos, a guerra na Guiné. Foi um dos teatros de guerra onde, porventura a luta foi mais intensa e dura (...)».
Numa «última palavra» para o autor, o general Ricardo Durão agradece a sua «persistência no registo de elementos indispensáveis à compreensão de um período de grande importância histórica».
Os registos, referidos pelo general Ricardo Durão, são, como escreve o coronel Manuel Bernardo, «pistas» que o autor espera «possam ter alguma utilidade para a análise histórica posterior».
in Sol/Lusa, Novembro 2007
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789898022509 |
| Editor: | Prefácio |
| Data de Lançamento: | dezembro de 2007 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 170 x 240 x 18 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 404 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
História
>
História de Portugal
|
| EAN: | 9789898022509 |
| Idade Mínima Recomendada: | Não aplicável |
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