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Gargantua

de François Rabelais
idioma: francês
Editor: LGF, Janeiro de 1994 ‧
9,80€
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Composé avant que l'Affaire des Placards d'octobre 1534 ne vienne mettre un terme à l'espoir de voir triompher les idées nouvelles, Gargantua est sans doute le plus " renaissant " des livres de notre douce renaissance. C'est le livre de tous les optimismes, celui où l'éclat de rire énorme de Rabelais liquide allégrement les Picrochole et les Jobelin bridé du vieux monde ; celui qui, grâce à Frère Jean, voit triompher l'utopie du bon prince et d'édifier l'abbaye de Thélème. C'est aussi le livre le plus personnel de Rabelais, sa version du temps retrouvé. Celui où l'écriture, haussée à la dignité d'un jeu, devient liberté. Le texte reproduit ici pour la première fois est celui de l'édition de 1535, avec les variantes de l'édition princeps de 1534 et celles de l'édition dite définitive de 1542.

Gargantua

de François Rabelais

Propriedade Descrição
ISBN: 9782253907015
Editor: LGF
Data de Lançamento: Janeiro de 1994
Idioma: Francês
Tipo de produto: Livro
Coleção: Bibliotheque Classique
Classificação Temática: Livros em Francês > Literatura > Linguística e Filologia
EAN: 9782253907015

SOBRE O AUTOR

François Rabelais

François Rabelais (1483 ou 1494 - 1553) foi um dos fundadores da moderna literatura francesa. Pouco se sabe sobre a sua infância e a juventude, mas provavelmente seria filho de um senescal e advogado. Terá estudado de acordo com as bases da boa educação do final da Idade Média e ter-se-á feito monge franciscano. Vê serem-lhe apreendidos livros de grego, na altura uma língua considerada perigosa pela Sorbonne (então dominada pela Igreja), pois permitia livres interpretações do Novo Testamento. Consegue um indulto papal que lhe permite continuar os estudos, juntando-se à Ordem Beneditina, menos fechada à cultura profana. Dentro da ordem trabalha como secretário de homens de letras e cultura que o protegem. Sem autorização, abandona o hábito e vive durante uma temporada em Paris, onde inicia estudos de Medicina e se envolve numa relação com uma viúva com a qual tem dois filhos, legitimados em 1540. Consegue evoluir nos estudos de Medicina na Universidade de Montpellier, apesar de as suas preferências pelos textos gregos e as traduções feitas dos tratados de medicina árabes por oposição à Vulgata causarem polémicas. Trabalha como médico e ganha uma enorme reputação em Lyon, na época o centro cultural de França. Publica diversos livros sobre medicina, geralmente traduções dos livros gregos, muitos dos quais visados pela censura da Sorbonne. Em 1532, sai do prelo Pantagruel, sob a autoria de Alcofibras Nasier, anagrama do nome do Autor que sempre separou este tipo de obras daquelas que publicava com o seu nome verdadeiro reservado para os trabalhos mais sérios. Surgem em sequência Gargântua e o Livro Terceiro, sobre os quais cai a censura da Sorbonne. Rabelais consegue uma autorização régia que o isenta da censura, mas a Sorbonne pressiona o editor do seu Quarto Livro. A edição acaba por sair sem censura depois de um processo litigioso cujas repercussões chegaram a Roma. Depois da sua morte é publicado o Livro Quinto, muito provavelmente apócrifo, mas que poderá ter partido de esboços do Autor deixados inacabados. A influência de Rabelais no Renascimento europeu é um exemplo notável de luta contra a censura religiosa e científica. Em termos literários, Rabelais foi considerado pelos surrealistas como um dos seus antepassados mais remotos e muitos escritores oriundos dos movimentos e escolas mais diversos prestam-lhe habitualmente vassalagem.

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