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Garcia de Orta e Alexandre Von Humboldt
Investigações e Diálogo entre Culturas
Editor:
UCP Editora, outubro de 2008 ‧
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SINOPSE
A complexidade de questões e objectivos posicionada pelas diferenças histórico-temporais, culturais, estético-filosóficas, religiosas e científicas que envolvem, tanto os planos de viagem do português Garcia de Orta (1501-1568) como os do alemão Alexander von Humboldt (1769-1759), constituiu o horizonte de partida para uma investigação interdisciplinar conjunta a que o presente volume dá voz.
Pese embora a distância temporal que os separa, encontramos no geógrafo, diplomata e antropólogo prussiano e no médico botânico de origem judaica nascido no Alentejo um parentesco espiritual baseado em convicções universalistas que os levam a procurar no Outro (a Índia em Orta, a América do Sul e o continente asiático em Humboldt) um complemento científico e antropológico que possa enriquecer a comunicação entre os povos. A ideia de viagem perfila-se também como resposta às inquietações de cada um: Garcia de Orta vê acentuar-se o seu descontentamento face ao atraso cada vez mais visível entre os círculos académicos da Península Ibérica, nomeadamente no que diz respeito a uma ciência nascente: a Botânica; Alexander von Humboldt decide voltar costas ao ambiente estiolante da Berlim guilhermina para se dedicar ao gigantesco empreendimento de cruzar vários campos da ciência e estabelecer através deles articulações transdisciplinares, pioneiras no seu tempo. É no nomadismo de uma viagem desejada, mas também induzida por estes factores exógenos, que ambos materializam a demanda de carácter científico, ao mesmo tempo que desenvolvem uma componente dialógica, tão característica das respectivas obras, assim dando expressão ao confronto - que é essencialmente encontro e intercâmbio - de saberes, de tradições, de diferentes visões do mundo e da natureza.
Pese embora a distância temporal que os separa, encontramos no geógrafo, diplomata e antropólogo prussiano e no médico botânico de origem judaica nascido no Alentejo um parentesco espiritual baseado em convicções universalistas que os levam a procurar no Outro (a Índia em Orta, a América do Sul e o continente asiático em Humboldt) um complemento científico e antropológico que possa enriquecer a comunicação entre os povos. A ideia de viagem perfila-se também como resposta às inquietações de cada um: Garcia de Orta vê acentuar-se o seu descontentamento face ao atraso cada vez mais visível entre os círculos académicos da Península Ibérica, nomeadamente no que diz respeito a uma ciência nascente: a Botânica; Alexander von Humboldt decide voltar costas ao ambiente estiolante da Berlim guilhermina para se dedicar ao gigantesco empreendimento de cruzar vários campos da ciência e estabelecer através deles articulações transdisciplinares, pioneiras no seu tempo. É no nomadismo de uma viagem desejada, mas também induzida por estes factores exógenos, que ambos materializam a demanda de carácter científico, ao mesmo tempo que desenvolvem uma componente dialógica, tão característica das respectivas obras, assim dando expressão ao confronto - que é essencialmente encontro e intercâmbio - de saberes, de tradições, de diferentes visões do mundo e da natureza.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789725402153 |
| Editor: | UCP Editora |
| Data de Lançamento: | outubro de 2008 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 160 x 228 x 10 mm |
| Páginas: | 216 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | Colóquios |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Ensaios
|
| EAN: | 9789725402153 |
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