Galvez, Imperador do Acre

de Marcio Souza
idioma: português, português do brasil
Editor: Diversos, junho de 2005 ‧
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A Editora Record está a publicar toda a obra de Márcio Souza, um dos autores mais traduzidos da literatura brasileira. A ideia é relançar os sucessos do escritor, há dez anos afastado do mercado, e editar os seus novos títulos. Para abrir a série, a editora escolheu a sua obra mais significativa: Galvez, Imperador do Acre. O livro chega à 14ª edição com um novo projecto gráfico, mas com a mesma verve satírica que consagrou Márcio Souza.
Lançado originalmente em 1976, Galvez, Imperador do Acre marca a estreia literária de Márcio Souza. Aclamado pela crítica brasileira e internacional, o livro é uma novela folhetinesca, com todas as suas características: humor, aventura e uma causa a ser defendida. Mas sua maior qualidade é a capacidade de induzir o leitor a reflectir, no relato de acontecimentos do passado, sobre o presente caótico da realidade brasileira e latino-americana.
Galvez, Imperador do Acre conta a vida e a prodigiosa aventura de Dom Luiz Galvez Rodrigues de Aria nas fabulosas capitais amazónicas, e a burlesca conquista do território acreano contada com perfeito e justo equilíbrio de raciocínio, para a delícia dos leitores. Ambientado no fim do século XIX, mostra como o rápido avanço da revolução industrial multiplicou a demanda da borracha - motivo e fundamento do delirante boom amazónico, cujo monumento mais vistoso é Manaus, a capital da selva, a meca dos caçadores de fortuna, politiqueiros, rameiras de luxo e de outros géneros, em suma, de visionários e aventureiros.
Márcio Souza mistura com maestria dados fictícios e históricos, enredando o leitor no mundo delicioso desse andaluz de Cádiz chamado Galvez. Um audacioso amante e, segundo as suas próprias palavras, "espanhol da geração melancólica". Um homem invulnerável aos golpes do destino - sejam estes emboscadas, dilúvios, doenças, canibais e flechas, amores eclesiásticos e amizades equívocas - e que funda no norte do Reino do Brasil, o efémero império do Acre.

"Ninguém deve temer a possibilidade de que o fluxo de admiráveis romances latino-americanos esteja secando. Este romance do brasileiro Márcio Souza traz a garantia de sua aparente inesgotável vitalidade, pois o livro é ao mesmo tempo uma delícia de comicidade e um conjunto de poucos prováveis, meio verdadeiras aventuras, recontadas com perícia e economia."
New Yorker

"Uma delícia..."
New York Times

"Márcio Souza é a melhor novidade que nos vem da Amazônia. Um livro sardônico, reminescente de um Gregório de Matos Guerra reencarnado no Amazonas, com leves pitadas de sátira ibérica de um Quevedo."
Léo Gilson Ribeiro

"Márcio Souza, lá no Amazonas, reedita o humor oswaldiano e vai além, manejando com bruto talento o romance de folhetim."
Nei de Castro

"É divertido, fluente satírico. É provocador."
Ignácio de Loyola Brandão

Galvez, Imperador do Acre

de Marcio Souza

Propriedade Descrição
ISBN: 9788501060419
Editor: Diversos
Data de Lançamento: junho de 2005
Idioma: Português, Português do Brasil
Dimensões: 139 x 208 x 18 mm
Páginas: 224
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9788501060419
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Marcio Souza

Formado em Ciências Sociais pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, Márcio Gonçalves Bentes de Souza é o melhor produto de exportação da Amazónia, vencendo de longe o artesanato local e o forte guaraná. O actual presidente da Funarte, nasceu em Manaus, no dia 4 de março de 1946 e sempre se interessou pelas artes e, aos 18 anos, já trabalhava como crítico de cinema no jornal O Trabalhista. No mesmo ano, participou da fundação do Grupo de Estudos Cinematográficos do Amazonas. No ano seguinte, se dividiu entre a função de crítico de cinema - dessa vez para O Jornal - e a produção cinematográfica: realiza o filme experimental Rapsódia Incoerente. Polivalente, Márcio de Souza ainda assume o cargo de Coordenador de Edições do Governo do Estado do Amazonas. Em 1966, participa da Oitava Bienal de São Paulo, com o filme Prelúdio Azul e arrisca os primeiros passos no mundo das Letras com o livro O Mostrador de Sombras, sobre crítica cinematográfica. Com o passar dos anos, Márcio continua a dividir-se entre o jornalismo, o cinema, a literatura, a vida pública e ainda encontra tempo para se dedicar ao teatro, onde escreve e dirige peças como O Pequeno Teatro da Felicidade e O Elogio da Preguiça e participa do III Festival Nacional de Teatro, em 69. Dois anos depois, escreve o roteiro do curta-metragem O País do Futebol, de Hector Babenco. Assume, em 1976, o cargo de director de planeamento da Fundação Cultural do Amazonas e, em 77, torna-se colunista semanal do suplemento cultural Ilustrada, do jornal A Folha de S. Paulo, cargo que ocupou até 1984. Foi, também, director do Departamento Nacional do Livro, da Fundação Biblioteca Nacional, antes de assumir a presidência da Funarte, em 1995. Márcio de Souza também é autor de Lealdade, Breve História do Amazonas, A Caligrafia de Deus, Operação Silêncio e O Empate Contra Chico Mendes e dá cursos e seminários por todo o Brasil e no exterior.

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