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Fixar o (In)visível

Os primeiros passos do RAP em Portugal (1986 - 1998)

de Soraia Simões de Andrade
Editor: Caleidoscópio, novembro de 2019 ‧
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Foi a investigação e o envolvimento com as protagonistas que levaram a autora a reler e reouvir um conjunto de letras e de ideias transmitido nestes anos que não estavam relatadas nem no discurso público sobre este domínio das música e cultura populares nem no campo científico dedicado ao estudo deste universo cultural.

Este momento inicial de afirmação do RAP nas cultura e sociedade portuguesas ficou também marcado por um conjunto de outras desigualdades, a subvalorização e a não inscrição desses assuntos relatados nos repertórios e discursos falados das primeiras rappers, como a violência com base no género e o sexismo, motivou este livro.

Por outro lado, a obra traz-nos uma abordagem nova, revendo os itinerários socioculturais dos primeiros rappers e depreendendo as suas contradições e paradoxos. A obra mostra-nos como o RAP se transformou, na sua primeira década de afirmação, entre tensões e aspirações dos principais rostos, num período histórico marcado pelo cavaquismo, uma das práticas musicais de matriz urbana que, ironicamente, se tornou um produto daquilo que censurou: o modus operandi das indústrias musicais e de publicação e do contexto social e económico em questão.

Fixar o (In)visível

Os primeiros passos do RAP em Portugal (1986 - 1998)

de Soraia Simões de Andrade

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896585983
Editor: Caleidoscópio
Data de Lançamento: novembro de 2019
Idioma: Português
Dimensões: 166 x 247 x 8 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 122
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > História > História de Portugal
EAN: 9789896585983

SOBRE O AUTOR

Soraia Simões de Andrade

Simões de Andrade (n.1976, Coimbra) escritora e investigadora independente, não atreita a cliques.

Além de ensaios dispersos por volumes colectivos e revistas, publicou os livros Metrónomo sem Função (ORO), (S)em Terra (ORO), Saliva (Mariposa Azual), Mulher de Algas e Outra Míngua (AH! colecção ¿¿¿¿), RAPublicar. A micro-história que fez História numa Lisboa adiada e Fixar o (in) visível. Os primeiros passos do RAP em Portugal (Editora Caleidoscópio).

Co-dirige o colectivo associação Mural Sonoro que fundou em 2014 com o objectivo de criar as suas propostas ou co-criar sem jugo de entidades cujas premissas não corrobore. Escreve e organiza com Fernando Ramalho a colecção de Cadernos AH! da associação Mural Sonoro.

Mestre e PhD em História Contemporânea; pós-graduada em Estudos de Música Popular (etnomusicologia) pela FCSH NOVA; a finalizar uma tese de doutoramento (bolseira FCT) entre textos, música, História das Ideias e Filosofia.

Foi distinguida com o Megafone - João Aguardela Música para Uma Nova Tradição SPA em 2014 e investigadora integrada, a convite da direcção, no Instituto de História Contemporânea de 2015 a 2020. Optou por se desvincular para se dedicar a este colectivo.

Escreveu e realizou o documentário A Guitarra de Coimbra para a RTP2; escreveu e foi performer, com João Diogo Zagalo (música), em Acúleo (CD edição AH!).

Colaborou com o Museu da Música de 2012 a 2016; o doutoramento Materialidades da Literatura/FLUC (Variações sobre António); e o musicólogo Bruno Madureira no encontro internacional Bandas e Músicas para Sopros (Antena 2, IHC, UC); fez trabalhos de revisão de texto para a Editora Caleidoscópio, a revista de Musicologia espanhola Estudios Bandísticos, outros. Dirigiu a Revista Mural Sonoro (Editora Caleidoscópio).

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