Filha da Minha Mãe
SINOPSE
Aos dezoito anos, Emília vive refém da influência esmagadora da mãe - uma mulher tão encantadora quanto manipuladora, tão dedicada quanto dominadora. Entre conselhos que são ordens, controlo disfarçado de afeto e uma lealdade exigida como dívida, a sua vida não lhe pertence.
Até que o pai morre. no dia do funeral, Emília começa a perceber o poder sufocante que a mãe tem na sua vida. Quando lhe é negada a única coisa que realmente deseja - cumprir a promessa feita ao pai e percorrer o Caminho de Santiago -, a questão torna-se inevitável: até onde vai a lealdade de uma filha? e quando é que deixamos de ser filhas para sermos, finalmente, nós mesmas?
Com uma escrita intensa e honesta, Diogo Costa e Rafael Felizardo exploram a complexidade das relações entre mães e filhas. Num romance de estreia arrebatador, levam-nos a questionar os limites entre amor e posse, entre liberdade e culpa, entre quem somos e quem nos ensinaram a ser.
CRÍTICAS
«Um singular romance coming of age escrito a duas vozes, que captura bem a complexidade emocional no luto e na relação mãe e filha. Estamos perante a emancipação de uma adolescente, na batalha por se impor perante si e os outros, enquanto reflete sobre o que significa perder alguém.»
Álvaro Curia
«Linguagem, estrutura, ritmo, tudo bate certo nesta estreia auspiciosa de duas novas vozes da literatura contemporânea. Um romance que se lê num sopro e que aborda com sensibilidade o clássico tema das mães tóxicas.»
Filipa Fonseca Silva
«Uma estreia cheia de energia, uma escrita jovem e com muito fulgor. Filha da Minha Mãe leva-nos da ternura à angústia e desdobra-se em camadas de absoluta sensibilidade. Não podia pedir mais deste livro de estreia do Rafael Felizardo e do Diogo Costa#»
Lénia Rufino
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789899254220 |
| Editor: | Manuscrito Editora |
| Data de Lançamento: | junho de 2025 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 156 x 236 x 9 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 152 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789899254220 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Lindo!
Nelson Pradinhos
Há livros pequenos no tamanho, mas imensos no que nos deixam cá dentro. Filha da Minha Mãe, de Diogo Costa e Rafael Felizardo, é um desses livros. Uma história curta, mas tão densa, que quase se respira com dificuldade ao longo das suas páginas — e é precisamente aí que reside a sua força. Acompanhamos Emília, uma jovem de 18 anos que vive num constante jogo de espelhos: ela mesma ou apenas o reflexo do que a mãe quer que ela seja? Entre obrigações, silêncios e ausências emocionais disfarçadas de zelo, Emília tenta encontrar-se. Mas como se descobre quem se é quando tudo foi sempre decidido por outro? Este é um livro sobre a complexidade das relações familiares, em especial entre mães e filhas. Mas vai além dos rótulos fáceis de “mãe controladora” e “filha rebelde”. Aqui, tudo é mais subtil, mais real. A pressão não grita — sufoca. O amor não acolhe — aprisiona. A escrita dos autores é sóbria, carregada de contenção emocional. É como se cada palavra tivesse sido escolhida para não distrair da dor. Não há floreados, há impacto. Um eco que permanece muito depois de fecharmos o livro. Filha da Minha Mãe fala da importância de sabermos separar o amor do controle, o cuidado da imposição. E de como, por vezes, ser livre pode significar afastar-se de quem mais se ama, para poder, um dia, talvez, voltar com outra voz — a nossa. Um livro forte, necessário e atual, especialmente para quem cresceu dentro de expectativas alheias e teve de aprender, devagar, a escolher por si.
Ótima estreia
Andreia Machado
"Filha da minha mãe" apresenta ao leitor um retrato íntimo da vida de Emília e da sua conturbada relação com a mãe. Trata-se de uma narrativa concisa, desenvolvida a partir da perspetiva de uma jovem de 18 anos que, após a perda do pai, se vê forçada a enfrentar uma figura materna controladora e manipuladora, que subordina o bem-estar da filha aos seus próprios interesses. Emília encarna o desejo universal de emancipação juvenil: a necessidade de liberdade, de afirmação identitária e de distanciamento da tutela materna. No entanto, essa busca é atravessada por obstáculos significativos, o luto recente, a pressão emocional exercida pela mãe e a perceção gradual de que a preocupação materna é, em grande medida, uma forma de toxicidade relacional. A escrita revela-se cuidada, clara e harmoniosa, conseguindo traduzir com eficácia a tensão psicológica da protagonista. Destacam-se, ainda, os saltos temporais que, longe de fragmentarem a leitura, conferem maior profundidade ao retrato da relação mãe-filha. A narrativa, apesar de breve, transmite de forma convincente a complexidade do vínculo afetivo e a luta interna da jovem. Contudo, importa salientar que, pela sua estrutura próxima da novela, o texto não oferece um desenvolvimento particularmente amplo. Essa limitação, embora coerente com a proposta narrativa, pode deixar alguns leitores com a expectativa de uma exploração mais densa das personagens e dos seus conflitos. Em suma, "Filha da minha mãe" é uma obra breve mas significativa, que se destaca pela qualidade estilística e pela capacidade de representar, com sensibilidade, os dilemas de uma juventude em busca de autonomia face a uma maternidade opressiva. Gostei bastante da leitura e espero ler mais obras dos autores.
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