Fernando Arrabal - O Paradoxo da Teatralidade
Editor:
Coisas de Ler, setembro de 2010 ‧
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SINOPSE
No início do século já alguns autores se debruçavam sobre o grande poço de diferenças que caracteriza a totalidade. Tristan Tzara, Artaud, Breton, entre outros, debruçavam-se sobre a inutilidade da busca da perfeição e da eleição de um único modelo. Genet, com a sua atracção pelo Mal, cujos princípios já eram conhecidos de quem estava familiarizado com a obra de Sade, William Blake ou, até mesmo, de Jean Paul-Sartre, desperta a curiosidade nos leitores e espectadores pelo fenómeno da transgressão, pela ideia de que Bem e Mal coexistem e são parte do mesmo. A constatação da natureza híbrida do Homem, que é resultado da coexistência da dimensão racional e da dimensão pulsional, "abrem as portas" às considerações sobre o que é ser livre, sobre o que é a essência do humano.
Estes autores, no entanto, usaram sempre a experiência pessoal, i.e., agiram sempre nos limites do proibido. O modelo de vida que praticavam rompia com as normas sociais e fornecia-lhes matéria para os seus argumentos. As práticas libertinas imprimiam consistência aos raciocínios que iam formulando e às conclusões ou descobertas a que iam chegando, ou, pelo menos, às considerações que iam tecendo sobre a vida, o bem, o mal e a liberdade.
Não é o caso de Fernando Arrabal. Este autor tem um crescimento errante até ao início da juventude mas, a sua vida acidentada, não lhe permite a libertinagem. Promove, antes, uma noção, uma necessidade de sobreviver, uma necessidade de ser independente. A prática da escrita transforma-se no seu meio de sobrevivência. A estabilidade que conquista permite-lhe participar do sistema, para poder estar contra ele. A informação, a experiência por procuração - o relato dos outros, as tertúlias, as revoluções sexuais - , as viagens pelo ocidente e pelo oriente, as privações de que foi vítima, são matéria do pensamento que vai estruturando. A vida, de acordo com as normas que este autor abraçou, permite-lhe ter a estabilidade necessária para, não só conhecer o Homem como também encontrar uma solução ideal para a vida em sociedade.
Este percurso vai levá-lo à descoberta de que o seu ideal só é realizável através daquilo que Arrabal combate: A teatralidade.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789898218537 |
| Editor: | Coisas de Ler |
| Data de Lançamento: | setembro de 2010 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 143 x 211 x 8 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 136 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789898218537 |
OPINIÃO DOS LEITORES
o teatro absurdo
Carla Leal
Dei este livro a uma amiga minha para ela fazer um trabalho e ela diz que é a melhor coisa que lhe podia ter dado :)