Fechada para o Inverno
Livro de bolso
SINOPSE
O detetive William Wisting já viu homicídios grotescos no passado. Contudo, é a primeira vez que constata um desespero como o que, neste outono, testemunha em Stavern. Como se alguém tivesse tudo a ganhar e quase nada a perder. Por isso, não fica muito satisfeito quando a filha se muda para uma casa junto à boca do fiorde.
A sua preocupação aumenta à medida que vão aparecendo cadáveres gravemente mutilados nos recifes. E do céu começam a cair pássaros mortos…
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Um dos mais brilhantes escritores de policiais da atualidade.»
The Sunday Times, UK
«Entre os melhores escritores nórdicos de policiais.»
The Times, UK
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789896609849 |
| Editor: | BIS |
| Data de Lançamento: | junho de 2021 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 125 x 190 x 16 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 352 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Policial e Thriller
|
| EAN: | 9789896609849 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Um Policial que prefere a sobriedade ao espectáculo
Paulo_Pereira
Fechada para o Inverno é mais uma prova de que o policial nórdico não vive só de ambientes frios. Vive sobretudo de precisão, contenção e inteligência narrativa. Neste volume da série protagonizada pelo inspetor William Wisting, Jørn Lier Horst entrega uma história que começa com um cenário quase banal: casas de férias fechadas durante o inverno, aparentemente adormecidas. Mas, como já se espera neste género, o silêncio esconde sempre alguma coisa. E, aqui, esconde muito mais do que simples assaltos. O grande trunfo do livro está na forma como constrói a tensão. Não há pressa, nem necessidade de recorrer a reviravoltas artificiais. Horst escreve com a segurança de quem conhece bem o mundo que descreve (foi investigador criminal durante anos), e isso nota-se: a investigação é metódica, credível, quase documental. Para quem está habituado a policiais mais “hollywoodianos”, isto pode parecer lento, mas é precisamente essa sobriedade que torna a leitura envolvente. Wisting, enquanto protagonista, foge ao cliché do detetive atormentado e caótico. É ponderado, humano, e muitas vezes mais observador do que impulsivo. Isso dá ao romance uma dimensão mais realista e, curiosamente, mais tensa, porque sabemos que cada detalhe pode contar. Se há algo a apontar, será talvez o ritmo inicial, que pode exigir alguma paciência. Mas quem investir nesse arranque vai encontrar uma narrativa sólida, bem construída e com um desfecho que não precisa de exageros para ser eficaz. No fundo, Fechada para o Inverno é um policial para quem aprecia mais o processo do que o espetáculo — mais cérebro do que fogo de artifício. E, nesse campo, cumpre com distinção.
Nórdicos a serem nórdicos
Paulo
Em "Crime nos Fiordes", Horst cria, desde as primeiras páginas, a atmosfera apropriada numa zona a sul de Oslo, onde a polícia é chamada para resolver um crime que se revela apenas o início de... muitos crimes. O caso assumido pela equipa de investigação liderada por William Wistin é mais complexo do que parece. Por entre noites gélidas e escuras, onde a chuva raramente cessa, desenrola-se uma história repleta de mistério, suspense arrepiante e desenvolvimento imprevisível. Ao mesmo tempo, o leitor acompanha passo a passo as investigações do departamento especializado, apresentadas de forma realista pelo autor. O realismo é evidente ao longo de todo o livro, uma vez que Horst – um antigo inspetor da polícia – sabe bem como retratar os movimentos metódicos do departamento de investigação na sua busca pelo mais pequeno vestígio que os levará à resolução do crime. A representação realista do trabalho dos polícias e a imagem paralela, apresentada — em pequenas doses — das suas vidas difíceis, ou das suas fragilidades humanas, sem cair no melodrama, são elementos que me conquistaram.
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