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Visões sebásticas depois da tragédia do grande incêndio de Pedrógão Grande

de Manuel António Cepas Rebelo
Editor: 5livros, Janeiro de 2023 ‧
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A somar às polémicas sobre a reconstrução das casas ardidas paira sobre o território uma nuvem depressiva de desassossego e desesperança. A ampla mediatização da tragédia e a presença assídua das mais altas personalidades do Estado não apagou o ardor do sofrimento, da dor e das perdas, nem quebrou o ciclo de declínio e abandono sentido pelas populações. É o drama sobreposto ao drama, num cenário catastrófico de esvaziamento demográfico, que atira o leitor para um conjunto de reflexões críticas sobre a organização política e administrativa do nosso regime Democrático - e, mais aprofundadamente, sobre as omissões que concernem ao imperativo constitucional da efetiva criação das regiões.
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Visões sebásticas depois da tragédia do grande incêndio de Pedrógão Grande

de Manuel António Cepas Rebelo

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897826450
Editor: 5livros
Data de Lançamento: Janeiro de 2023
Idioma: Português
Dimensões: 159 x 234 x 10 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 178
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Política > Política em Geral
EAN: 9789897826450

SOBRE O AUTOR

Manuel António Cepas Rebelo

Nascido em Castanheira de Pera em 1977, descende de três gerações de operários têxteis. Herdou o nome, Manuel Rebelo, do bisavô e do avô, ambos tecelões – o primeiro, foi um dos presos políticos de 1949 quando, clandestinamente, se lutava nas fábricas por melhores condições laborais. Do pai, Urbano Rebelo, confessa a profunda admiração pelo homem inteligente, integro e trabalhador – o último mestre da Fábrica da Retorta onde, pela universidade da vida, começou a trabalhar aos 12 anos e se formou no serralheiro mecânico e no respeitado chefe de produção. Intensamente, o autor vivenciou na juventude o drama social dos salários em atraso, do desemprego e do êxodo migratório, em resultado do declínio dos têxteis e da falência da indústria local dos lanifícios.
Trabalhou como bancário no ramo prestamista em Lisboa, mudou-se em 2014 para Braga, sempre manteve a residência e domicílio fiscal em Castanheira de Pera – sem nunca ter cortado o cordão umbilical dos fortes laços que o ligam à família e à sua terra natal. Em 2017, o fogo voltou a rodear o casario, como em 1985 fez arder a capela da aldeia, mas desta vez o inferno, expondo a fragilidade da vida diante da liminaridade da morte, teria dimensões trágicas sem precedentes, de que se ocupa este livro no testemunho na primeira pessoa.
Estudante na Universidade de Coimbra, da alma mater foi adquirindo a perspicácia do olhar antropológico e o senso crítico que perpassa a obra. Interessado pelos assuntos da salvaguarda do património cultural, natural e paisagístico e pela relevância do registo histórico das memórias, é recém pós-graduado em Património Cultural Imaterial pela Universidade Lusófona.

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