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Exílios

de Lisa Santos Silva
Editor: Documenta, novembro de 2025 ‧
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Lisa Santos Silva: «E é ali, no real exílio, que vai poder enfrentar todos os exílios e o tumulto das feridas que traz na alma. Dessas feridas abertas surgirá então a pintura. Fulgurante como uma hemorragia.»

Este livro foi publicado por ocasião da exposição Exílios, de Lisa Santos Silva, com curadoria de António Gonçalves, realizada na Galeria Ala da Frente, em Vila Nova de Famalicão, de 25 de Outubro de 2025 a 31 de Janeiro de 2026.

«O mesmo tipo de rosto — Lisa Santos Silva pinta permanente e obsessivamente sempre o mesmo rosto, os mesmos olhos, a mesma boca, o mesmo nariz — «serve» para representar um Ecce Homo, uma freira, uma cortesã, uma menina velázquiana, uma papisa. Aliás, não fossem os adereços — vestidos, laços, brincos, toucas e toucados, cruzes — não diríamos que eram pinturas de mulheres. O feminino e masculino são nestas pinturas algo exterior, uma construção e compilação de códigos sociais e modos de usar — não serão sempre? — e, no entanto, apesar de a representação destes corpos e rostos estarem num território sexual inde¿nido, temos di¿culdade em imaginar que eles pudessem ter sido pintados por alguém que não uma mulher; porque são portadores de uma forte carga emocional de que a utilização recorrente das cores vermelha e ocre são sintoma, mas também o desassombramento com que nos ¿tam. Apesar de os seus adereços ricos e preciosos parecerem ter perdido tudo e estarem num momento que precede algo, uma expectativa suspensa antes do grande salto…»
Isabel Carlos

Exílios

de Lisa Santos Silva

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895682423
Editor: Documenta
Data de Lançamento: novembro de 2025
Idioma: Português
Dimensões: 146 x 206 x 4 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 64
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Arte > Pintura
EAN: 9789895682423

SOBRE O AUTOR

Lisa Santos Silva

1949 - Nasce no Porto
1951 - Parte para Angola onde passa a infância e a adolescência.
1975 - com Eduardo Prado Coelho, Helder Macedo e João Vieira, participa na criação da Secretaria de Estado da Cultura.
1978 - Instala-se em Paris.
1980 - Integra o Departamento de Pedagogia do Museu Nacional de Arte Moderna, Centro Georges Pompidou, onde trabalha durante seis anos como conferencista, especialista em séc. XX.
2016 - Profundamente marcada pela infância africana escreve L’Anniversaire.
2017 - Escreve a versão portuguesa, aumentada, de L’Anniversaire: Apaga Tudo, Não Esqueças Nada.

Fez inúmeras exposições individuais e coletivas.

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