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Eu Vi Jardins no Inferno

de António Ladeira
Editor: Palimpsesto, dezembro de 2010 ‧
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«Eu Vi Jardins no Inferno» é o quarto e novíssimo livro de poemas de António Ladeira, poeta raro que há dez anos que não publicava em volume. O autor nasceu em Portugal, mas vive desde 1993 nos Estados Unidos da América, onde se doutorou e onde é professor universitário, ensinando Literaturas Lusófonas na Texas Tech University.

Eu Vi Jardins no Inferno

de António Ladeira

Propriedade Descrição
ISBN: 9789899583368
Editor: Palimpsesto
Data de Lançamento: dezembro de 2010
Idioma: Português
Dimensões: 110 x 208 x 4 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 64
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789899583368

«Fraternal, cintila o céu de um calmo alívio.»

Emanuel Guerreiro

Entre a experiência do quotidiano e a reflexão sobre as relações pessoais, a poesia de António Ladeira evoca uma palavra à descoberta de um retrato do real e de si na relação com os outros.

Uma obra de passagem

Anabela Maria Gaspar Costa

Achei uma obra sistematizada, " paralelística" e conformada a um tipo de poesia que está a ser muito utilizada pelos poetas da atualidade, a "prosa poética". Não posso achar "Eu vi Jardins no Inferno" uma obra de índole poética. A poesia, a meu ver, é algo mais. A verdadeira poesia, aquela que se escreve com a alma em ferida, começa por ser uma espécie de descrença na realidade instítuida. E é precisamente essa descrença pela realidade instítuida que leva cada poeta a escrever de uma forma única e quase intraduzível. Todas as épocas têm o seu estilo e as suas correntes., onde a congregação de estilos muito semelhantes concorrem em paralelo e dão lugar à institucionalização de uma nova corrente literária. Podemos, sem termos consciência disso, estar a contemplar o início de um qualquer "ismo" de índole poética. O que é necessário, porém, é que cada obra reflita a alma do seu criador e traduza a riqueza do seu vocabulário mas e acima de tudo, ensine a linguagem da verdadeira poesia aos leigos que a contemplem. Para que não seja mais uma obra mas a expressão e riqueza dos sentimentos que criaram a imagem poética em que foi concebida e criada, é necessário que a POESIA seja a expressão de uma vertente humanística que não deixe resíduos literários menos criativos e que inspire um tipo de sentimento tão intenso e rico que não deixe lugar a quaisquer dúvidas. Anabela Costa, Cotovia, Sesimbra.

SOBRE O AUTOR

António Ladeira

António Ladeira nasceu na Cova da Piedade, Almada, em 1969, e viveu em Sesimbra até sair de Portugal, em 1993. Licenciado em «Estudos Portugueses» (Universidade Nova de Lisboa) e doutorado em «Línguas e Literaturas Hispânicas» (Universidade da Califórnia), é professor de literaturas lusófonas e diretor do programa de português da Texas Tech University, nos Estados Unidos (neste país também lecionou na Universidade de Yale e no Middlebury College). Foi investigador visitante na Universidade de São Paulo.
Publicou cinco livros de poesia, o último dos quais Somos Infelizes (ed. Licorne). Colaborou no «DN Jovem» e fez crítica literária no «Diário de Notícias». É letrista do cantor-compositor luso-brasileiro Felipe Fontenelle e da cantora de jazz norte-americana Stacey Kent, já nomeada para os Grammy.
Em Portugal publicou os livros de contos Os Monociclistas e outras histórias do ano 2045 (ed. On y va) e Seis Drones: novas histórias do ano 2045 (ed. On y va). No Brasil e na Colômbia, respetivamente, publicou as compilações de contos Estás livre no Sábado? (ed. Realejo) e Territorio (ed. Vestigio). Montanha Distante é o seu primeiro romance.

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