Estória do Homem que Comeu a sua Morte

de Ascêncio de Freitas
Editor: Editorial Caminho, abril de 2002 ‧
Nesta colectânea, que reúne dezoito contos, escolhidos de entre seis dos livros do autor, para além da sua intrínseca qualidade antológica, surpreende-nos a insólita e original novidade de um escritor que não se prende a um único estilo na sua escrita literária, em que a experimentação linguística se singulariza de forma imprevista e onde a cada passo a desordem de um dizer «desviado» surge afeito a uma nova e estranha sintaxe «feita de (des)acordos e acordes mágicos entre os signos da sua significação». Experimentando em cada livro uma nova forma literária que melhor enquadre a realidade numa teia por vezes desconcertante de mito e história, tradição e invenção — sempre passível de exigir algum trabalho de decifração dos instrumentos linguísticos com que opera —, diz do autor Eugénio Lisboa, a dado passo do prefácio, estarmos perante «um narrador de grande linhagem», considerado, na escrita narrativa de ficção, o iniciador da corrente literária que começou por enformar uma das principais características do que é hoje a «a literatura de Moçambique» (a experimentação e a criação linguística).

Estória do Homem que Comeu a sua Morte

de Ascêncio de Freitas

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722115155
Editor: Editorial Caminho
Data de Lançamento: abril de 2002
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 230 x 20 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 296
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Contos
EAN: 9789722115155
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Ascêncio de Freitas

Nascido em 1926 na Gafanha da Nazaré, Ascêncio de Freitas fixou residência em Moçambique em 1948, onde permaneceu durante trinta anos. Tendo exercido, ao longo de uma vida aventurosa, diferentes actividades profissionais, de desenhador industrial a fabricante de carvão, de pintor de cartazes a jornalista, de gerente comercial a administrador de empresas, entre outras, publicou vários romances e livros de contos, nos quais se reflecte uma vivência invulgar e um conhecimento raro da língua portuguesa e do chamado «pequeno português», a base do linguajar suburbano de Moçambique. Foi bolseiro do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas em 1999, com cuja bolsa escreveu o romance "A Paz Enfurecida".

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