Este Meu Filho que Eu Não Tive

A adopção e os seus problemas

de João Seabra Diniz
Editor: Edições Afrontamento, abril de 1997 ‧
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Uma escrita directa, simples, recorrendo à curta descrição de casos paradigmáticos, respondendo a cada questão concreta, torna este livro próximo de todos quantos pensaram um minuto que fosse sobre a adopção, cada um de nós, as famílias ou todos os outros intervenientes em processos de adopção, incluindo os magistrados.
Segundo o crítico Dr. José Martinho, João Seabra Diniz "recorre à noção freudiana de 'romance familiar', sugerindo que a adopção é uma fantasia normal, frequente, quase universal porque os melhores pais são sempre pais adoptivos, no sentido de que têm capacidade de traduzir psiquicamente aquilo que, de outro modo, seria uma dependência cromossomática, incapaz por si só de gerar amor, promover a esperança, conter o sofrimento mental e ensinar a pensar".

João Seabra Diniz tem estado integrado no trabalho que a Santa Casa da Misericórdia tem desenvolvido nesta área levantando questões de ordem psicológica, social e jurídica, para além de todas as interrogações sobre o que é ser criança, ser mãe ou ser pai.

«Entre os direitos reconhecidos à criança, quer a nível internacional (Convenção sobre os Direitos da Criança) quer no domínio da legislação portuguesa (Constituição da República Portuguesa), conta-se o direito a viver e desenvolver-se no seio de uma família onde seja amada como filho. A adopção é um dos meios previstos para efectivação desse direito no carro das crianças desprovidas de meio familiar normal que não encontram resposta capaz no seio da família biológica.
Instituto de grande importância e delicadeza, presente no imaginário profundo de todos nós, interpela a consciência de cada um com a força de um mito, continuando a despertar reacções contraditórias. Estudos e avaliações efectuados permitem, porém, concluir tratar-se da melhor das respostas existentes para as situações de crianças desprovidas de meio familiar normal, desde que aconselhada por um diagnóstico cuidado, preparada e executada com o rigor ético e técnico necessário, que envolve saber, equilíbrio, prudência e um sentido apurado da complexidade do humano.»

Este Meu Filho que Eu Não Tive

A adopção e os seus problemas

de João Seabra Diniz

Propriedade Descrição
ISBN: 9789723603057
Editor: Edições Afrontamento
Data de Lançamento: abril de 1997
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 240 x 0 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 134
Tipo de produto: Livro
Coleção: Grand´ Angular
Classificação Temática: Livros em Português > Ciências Sociais e Humanas > Sociologia
EAN: 9789723603057
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

João Seabra Diniz

João Seabra Diniz é Psicanalista, da Sociedade Portuguesa de Psicanálise, componente da Associação Psicanalítica Internacional. É Psicanalista da Criança e de Adolescente. Em 1979 foi membro da Comissão Nacional para o Ano Internacional da Criança. Pertenceu ao Quadro da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, onde trabalhou em estabelecimentos para crianças privadas de meio familiar normal e com a problemática das Adoções.
Integrou, uma Equipa de Saúde Mental Infantil, tendo trabalhado também no Hospital Infantil de S. Roque, da S.C.M.L. Foi Diretor do Serviço de Ação Social da Misericórdia de Lisboa. Durante sete anos, colaborou como supervisor com a Equipa que se ocupava da área materno-infantil, no Centro das Taipas do Serviço de Prevenção e Tratamento da Toxicodependência.
Foi membro do Conselho Nacional da Família, designado pela Alta-Comissária para a Igualdade e a Família. Tem colaborado em revistas e outros meios de comunicação social. Desde há muitos anos que tem dedicado especial atenção às atividades de formação. De março de 1996, a junho de 2000, exerceu as funções de Coordenador Nacional do Projeto de Apoio à Família e à Criança e, nessa área, foi Assessor da Provedora da Santa Casa da Misericórdia. Atualmente dedica-se à clínica psicanalítica privada. Foi Presidente da Direção da Sociedade Portuguesa de Psicanálise de 2010 a 2013. De julho de 2015 a dezembro de 2018 foi Presidente da Direção do Instituto de Psicanálise.

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