Este Grande Não-Saber

Últimos poemas

de Denise Levertov
Editor: Flaneur, fevereiro de 2021 ‧
«Escritos ao longo dos derradeiros meses de vida de Denise Levertov, eles são, parece nos, o apurar tanto de uma visão da poesia como de muitos dos motivos trabalhados ao longo de toda uma extensa obra: a sacralidade das práticas familiares (Momentos de Alegria ou Orelhas de Elefante), a memória revigorante da infância (Espíritos Animais), a vulnerável e concreta, mas também mitológica materialidade do corpo humano (a longa e prismática sequência Pés), a imponência da natureza (a massa volúvel de montanhas e lagos que irrompe em vários poemas, a minúcia animista de árvores e flores), o lamento ecológico (Uma Centena por Dia) e a surpreendente presciência quanto aos efeitos de fragmentação e erosão da memória ocultos sob o impulso tecnológico (Alienação em Silicon Valley), assim como a denúncia sem pejo de injustiças (o terceiro poema de Pés ou o amargo risível O Palácio do Poodle).
Há ainda, nestes poemas, a cristalização de um olhar que, como que preparando se para morrer, regressa à lisura da infância, ao espanto primordial perante todas as coisas, de que o desarmante Primeiro Amor é o epítome - o que os torna, cremos, na melhor introdução possível aos leitores de língua portuguesa dos temas e das intensidades de uma poeta maior do século XX norte americano.»

Do Prefácio, Andreia C. Faria e Bruno M. Silva

Este Grande Não-Saber

Últimos poemas

de Denise Levertov

Propriedade Descrição
ISBN: 5600250625463
Editor: Flaneur
Data de Lançamento: fevereiro de 2021
Idioma: Português
Dimensões: 129 x 185 x 10 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 140
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 5600250625463

SOBRE O AUTOR

Denise Levertov

Denise Levertov (1923 – 1997) foi uma poeta, ensaísta e ativista política americana nascida em Inglaterra que escreveu versos enganosamente concretos sobre temas pessoais e políticos.
Nascida perto de Londres em 1923, Denise Levertov passou os seus anos formativos em Inglaterra, tendo sido educada em casa. Desde tenra idade, tinha uma forte crença na sua vocação como poetisa e afirmou ter decidido escrever aos cinco anos. Quando tinha dezassete anos, teve o seu primeiro poema publicado na Poetry Quarterly.
Durante a Segunda Guerra Mundial, tornou-se enfermeira civil a servir em Londres durante os bombardeamentos. Escreveu o seu primeiro livro, The Double Image, quando tinha entre dezassete e vinte e um anos.
Após a sua mudança para os Estados Unidos, foi apresentada ao Transcendentalismo de Ralph Waldo Emerson e Henry David Thoreau, à experimentação formal de Ezra Pound e, em particular, ao trabalho de William Carlos Williams. Com a publicação do seu primeiro livro americano, Here and Now (1956), tornou-se uma voz importante da vanguarda americana. Os seus poemas dos anos cinquenta e sessenta trouxeram-lhe reconhecimento imediato e entusiasmado, não apenas de colegas como Creeley e Duncan, mas também de poetas de vanguarda de uma geração anterior, como Williams e Kenneth Rexroth.
Ao longo da sua vida, Denise Levertov preocupou-se profundamente com a justiça social e a ação política, desde os movimentos contra a guerra e a aniquilação nuclear, até à proteção do meio ambiente e o apoio a campanhas revolucionárias na América Central. Ela e o seu marido eram fortes críticos da Guerra do Vietname. Ajudou a fundar The Writers’ and Artists’ Protest against the War in Vietnam, editou uma antologia de poesia anti-guerra para a Draft Resisters League em 1967 e pediu ação política nas suas leituras de poesia e nas suas aulas na faculdade. O seu marido foi um dos cinco de Boston em julgamento por promover a resistência ao recrutamento em 1968. Foi vítima de abuso policial, foi presa e escreveu sobre as suas experiências tanto em poesia quanto em ensaios.
Ao todo, Denise Levertov publicou mais de vinte volumes de poesia e foi também a autora de quatro livros de prosa. De 1982 a 1993, lecionou na Universidade de Stanford.
Em 20 de dezembro de 1997, morreu de complicações do linfoma. Tinha setenta e quatro anos.

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