Estação
25 anos de vida entre cidades
Editor:
MPT, julho de 2021 ‧
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SINOPSE
Tenho 25 anos de Marta, minha primeira filha.
Por consequência, 25 anos de Vida entre Cidades!
Conhecer as ruas, as praças e os jardins a partir do carrinho de bebé, permitiu conhecer as pedras das calçadas das cidades e sentir de perto as barreiras que se colocavam a uma jovem mãe, quando procura um pouco de sol ao ar livre.
Senti, nesse ano, que as cidades não estavam desenhadas para todos e que muitos eram os obstáculos e as barreiras arquitetónicas e urbanísticas que se opunham aos momentos da plena felicidade que vivia.
Nascia, assim, uma missão de vida: desenhar cidades para todos, em particular, para os mais vulneráveis. Crianças, pessoas com carrinhos de bebé, deficientes, pessoas com incapacidade, mulheres, idosos, entre outros, tornaram-se o foco de um percurso, em contexto de mobilidade urbana e acessibilidades.
É neste enquadramento que surge a paixão pela Estação.
Tento sempre começar a viagem na Estação, lugar onde se funde a origem e o destino. Raros são os lugares onde de forma tão encantadora e emotiva, se dilui o desejo de chegar com o ensejo de partir, como aqui.
São sítios de encontro e interfaces. Mas são, sobretudo, lugares onde todos estão em trânsito. Gosto de os ver e sentir e acreditar que, mesmo nos que ficam, o coração acaba por viajar. E com os que viajam, o coração também ali fica!
A Estação é, pois, o ponto fulcral da mobilidade. E a mobilidade é viagem.
Não é deslocação. A deslocação é um algoritmo.
A viagem inclui paisagem. E paisagem é gente e natureza percorrendo as 4 estações do ano.
E ter mobilidade é ser livre! Ou não fosse, a vida ser como o planeta, se não se mover, inexiste.
Este tempo mostrou-me que as cidades personalizam-se. Não se profissionalizam.
Quando se trabalham as cidades não há caminho profissional.
Há caminho pessoal.
E a certa altura, estes caminhos aguarelam-se. Esbatem-se. E outros caminhos personalizam esse cromatismo, como o nosso envolvimento na vida das nossas aldeias, vilas ou cidades, como que se pautassem melodias e ecos eufóricos de um futebol absurdamente humano, em tardes de domingo, em tempos de criança.
É esse imenso gosto pelo espaço público, que penso ter tido origem na infância, quando acompanhava o trabalho autárquico do meu pai pelo bem comum da nossa terra, que deixo as páginas seguintes, soltando-as como folhas de outono, pelo infinito espaço entre edifícios que me alimenta.
A mobilidade está aí, na essência dessa capacidade de liberdade que as cidades podem oferecer às pessoas, mesmo quando as infraestruturas que irrigam são canais de água que tocam o velho casario.
Entretanto, a Marta tem 25 anos e o Guilherme 22. E quero crer ter contribuído para que a distância entre eles e os meninos que possam deles brotar, permita acederem à rua e ao jardim numa primavera onde o sol os aguardará, sem as impossibilidades de outrora. Essa tem sido a minha força: devolver espaço público para os meninos voltarem a brincar na rua!
Nesta publicação partilho alguns dos meus pensamentos e momentos de Vida que marcaram o meu percurso entre muitas cidades que foram para mim Estações de mobilidade, de tempo e de afetos.
Sei que as cidades não se constroem. Concebem-se. Mas nos próximos 25 anos, vou certamente perceber que as cidades é que me conceberam.
Porto, 9 de maio de 2021
Por consequência, 25 anos de Vida entre Cidades!
Conhecer as ruas, as praças e os jardins a partir do carrinho de bebé, permitiu conhecer as pedras das calçadas das cidades e sentir de perto as barreiras que se colocavam a uma jovem mãe, quando procura um pouco de sol ao ar livre.
Senti, nesse ano, que as cidades não estavam desenhadas para todos e que muitos eram os obstáculos e as barreiras arquitetónicas e urbanísticas que se opunham aos momentos da plena felicidade que vivia.
Nascia, assim, uma missão de vida: desenhar cidades para todos, em particular, para os mais vulneráveis. Crianças, pessoas com carrinhos de bebé, deficientes, pessoas com incapacidade, mulheres, idosos, entre outros, tornaram-se o foco de um percurso, em contexto de mobilidade urbana e acessibilidades.
É neste enquadramento que surge a paixão pela Estação.
Tento sempre começar a viagem na Estação, lugar onde se funde a origem e o destino. Raros são os lugares onde de forma tão encantadora e emotiva, se dilui o desejo de chegar com o ensejo de partir, como aqui.
São sítios de encontro e interfaces. Mas são, sobretudo, lugares onde todos estão em trânsito. Gosto de os ver e sentir e acreditar que, mesmo nos que ficam, o coração acaba por viajar. E com os que viajam, o coração também ali fica!
A Estação é, pois, o ponto fulcral da mobilidade. E a mobilidade é viagem.
Não é deslocação. A deslocação é um algoritmo.
A viagem inclui paisagem. E paisagem é gente e natureza percorrendo as 4 estações do ano.
E ter mobilidade é ser livre! Ou não fosse, a vida ser como o planeta, se não se mover, inexiste.
Este tempo mostrou-me que as cidades personalizam-se. Não se profissionalizam.
Quando se trabalham as cidades não há caminho profissional.
Há caminho pessoal.
E a certa altura, estes caminhos aguarelam-se. Esbatem-se. E outros caminhos personalizam esse cromatismo, como o nosso envolvimento na vida das nossas aldeias, vilas ou cidades, como que se pautassem melodias e ecos eufóricos de um futebol absurdamente humano, em tardes de domingo, em tempos de criança.
É esse imenso gosto pelo espaço público, que penso ter tido origem na infância, quando acompanhava o trabalho autárquico do meu pai pelo bem comum da nossa terra, que deixo as páginas seguintes, soltando-as como folhas de outono, pelo infinito espaço entre edifícios que me alimenta.
A mobilidade está aí, na essência dessa capacidade de liberdade que as cidades podem oferecer às pessoas, mesmo quando as infraestruturas que irrigam são canais de água que tocam o velho casario.
Entretanto, a Marta tem 25 anos e o Guilherme 22. E quero crer ter contribuído para que a distância entre eles e os meninos que possam deles brotar, permita acederem à rua e ao jardim numa primavera onde o sol os aguardará, sem as impossibilidades de outrora. Essa tem sido a minha força: devolver espaço público para os meninos voltarem a brincar na rua!
Nesta publicação partilho alguns dos meus pensamentos e momentos de Vida que marcaram o meu percurso entre muitas cidades que foram para mim Estações de mobilidade, de tempo e de afetos.
Sei que as cidades não se constroem. Concebem-se. Mas nos próximos 25 anos, vou certamente perceber que as cidades é que me conceberam.
Porto, 9 de maio de 2021
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789898427359 |
| Editor: | MPT |
| Data de Lançamento: | julho de 2021 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 170 x 239 x 19 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 320 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Engenharia
>
Engenharia Geral
|
| EAN: | 9789898427359 |
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