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Essa Mão Invisível que nos Ampara

de Fernando Melim
Editor: Chiado Books, novembro de 2013 ‧
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(...) - ... e, se assim é, será legítimo colocar uma óbvia pergunta: poderão comunicar os outros?

- Que outros?

- Os libertos da carne. Os "espíritos desencarnados" - precisou ele. - E se o amor, quando autêntico amor, alimentado pela fé que alimenta toda a expectativa, rompe todas as barreiras, não será possível que haja contacto entre as dimensões de vida sediadas na carne e no plano espiritual?

Arnaldo Meirim aprumou-se, momentaneamente surpreendido. O Paulo não costumava falar por falar. Havia sempre uma base concreta na sustentação do seu discurso, do seu raciocínio. Da sua fé. Olhou para ele e perscrutou-lhe o rosto. Havia um brilho nos seus olhos e firmeza na linha dos seus lábios. Não, não estava a brincar.

- Isso não é profundamente herético? - perguntou-lhe.

Não tanto como podemos supor - respondeu.

Passou a mão pelo cabelo, agarrou no livro de Quevedo e acrescentou com calor:

- A verdade, ainda que seja negada mil vezes, sendo verdade, nunca é herética.

Essa Mão Invisível que nos Ampara

de Fernando Melim

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895104949
Editor: Chiado Books
Data de Lançamento: novembro de 2013
Idioma: Português
Dimensões: 139 x 217 x 12 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 161
Tipo de produto: Livro
Coleção: Viagens na Ficção
Classificação Temática: Livros em Português > Desenvolvimento Pessoal e Espiritual > Esoterismo
Livros em Português > Desenvolvimento Pessoal e Espiritual > Espiritualidades
EAN: 9789895104949

SOBRE O AUTOR

Fernando Melim

Fernando Melim, que nasceu em 21 de setembro de 1944, em Urgeira, Valença do Minho, faz parte da geração que cresceu sob as sombras do edifício do Estado Novo, atravessou o mar para combater na Guerra Colonial, assistiu ao nascimento da Liberdade. Estudante-adolescente recolheu as "virtuosas doutrinas" de um tempo emparedado por silêncios e hipocrisias. Paraquedista em Angola (1963/65) sentiu o cerco da insanidade da guerra. Funcionário ficou aprisionado por toda a vida. Um dia assistiu ao nascimento da Liberdade. No decorrer dos dias assistiu ao definhamento da Liberdade. É no trânsito destes tempos de apressado trânsito que recolhe amargas experiências e amealha dolorosas memórias, como todos os homens deste e de todos os tempos. É com eles que partilha a sua escrita, afinal tentativa de exorcismo para que se afastem memórias dolorosas e experiências amargas.

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