Escravos e Homens Livres
Lisboa, São Tomé e Luanda
Editor:
Edições Colibri, maio de 2018 ‧
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SINOPSE
Depois de ter sido distinguido com o prémio literário Francisco José Tenreiro 2015 com o livro Os Meninos Judeus Desterrados - um romance baseado em factos históricos que relata o percurso de cerca de duas mil crianças judias, com idades compreendidas entre os seis e oito anos, retiradas aos pais, enviadas para povoar as ilhas de São Tomé e Príncipe, sob as ordens do capitão donatário Álvaro de Caminha, no ano 1493, ainda numa fase bastante embrionária do povoamento destas ilhas - o autor regressa com mais um romance, também este baseado em factos históricos.
Desta feita, versa sobre a vida dos africanos em Lisboa, expondo as duras condições de vida que tiveram, depois da abolição da escravatura em Portugal, decretada pelo Marques de Pombal, em 1773. Desta vez, o autor não só nos leva, outra vez, até São Tomé e Príncipe como também a Luanda, tendo sempre como pano de fundo factos verídicos.
O rei D. José I não achou piada alguma… um tão extraordinário número de escravos pretos que (…) só vem a este Continente ocupar os lugares dos Moços de servir que, ficando sem cómodo, se entregam à ociosidade e se precipitam nos vícios… Então, em 1761 mandou lavrar um diploma a determinar que "os escravos que forem trazidos da América, África e Ásia sejam considerados livres logo que cheguem aos portos deste reino".
Sebastião José de Carvalho e Melo - o Marquês de Pombal - em 1773, foi ainda mais longe proibindo a importação de escravos africanos e abolindo a escravatura em Portugal.
Essa proibição veio mudar, de forma definitiva, a paisagem, os rostos e a identidade - a história secular do décimo segundo bairro lisboeta, conforme o alvará régio de 25 de março de 1742 - Bairro do Mocambo - esvaziando-o paulatinamente do seu caráter distintivo, tornando-o órfão dos seus criadores e consequentemente da sua essência.
Desta feita, versa sobre a vida dos africanos em Lisboa, expondo as duras condições de vida que tiveram, depois da abolição da escravatura em Portugal, decretada pelo Marques de Pombal, em 1773. Desta vez, o autor não só nos leva, outra vez, até São Tomé e Príncipe como também a Luanda, tendo sempre como pano de fundo factos verídicos.
O rei D. José I não achou piada alguma… um tão extraordinário número de escravos pretos que (…) só vem a este Continente ocupar os lugares dos Moços de servir que, ficando sem cómodo, se entregam à ociosidade e se precipitam nos vícios… Então, em 1761 mandou lavrar um diploma a determinar que "os escravos que forem trazidos da América, África e Ásia sejam considerados livres logo que cheguem aos portos deste reino".
Sebastião José de Carvalho e Melo - o Marquês de Pombal - em 1773, foi ainda mais longe proibindo a importação de escravos africanos e abolindo a escravatura em Portugal.
Essa proibição veio mudar, de forma definitiva, a paisagem, os rostos e a identidade - a história secular do décimo segundo bairro lisboeta, conforme o alvará régio de 25 de março de 1742 - Bairro do Mocambo - esvaziando-o paulatinamente do seu caráter distintivo, tornando-o órfão dos seus criadores e consequentemente da sua essência.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789896897789 |
| Editor: | Edições Colibri |
| Data de Lançamento: | maio de 2018 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 162 x 230 x 16 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 240 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789896897789 |
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