Entre Palavras
Editor:
Mosaico de Palavras, dezembro de 2012 ‧
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SINOPSE
Entre Palavras. Frequentemente, é assim que nos encontramos: entre duas ou mais palavras, aquelas que ouvimos e as que dissemos; aquelas que não ouvimos mas que sabemos estarem lá, e aquelas que não dissemos, mas que o outro sabe estarem cá. As palavras, entre o muito que são, e que, quase mais que qualquer outra coisa, nos distinguem entre o resto da Criação, são armas mortíferas, por meio das quais assassinamos impunemente; mas são também salvadoras, correntes que podem reerguer-nos de lá do fundo do poço.
Na sua essência, as palavras são o som produzido pelo ar ao atravessar as cordas vocais de um ser humano com o aparelho fonador intacto. Mas aqui, nas palavras do poeta, as palavras surgem-nos como substitutas das armas, das bombas, das rajadas - canos de escape por onde o poeta expele a lava do seu vulcão. O homem comum, o cidadão sem palavra, o mortal entregue à sua condição, o simples, o destituído de poder - o povo, enfim - têm aqui a palavra, porque, ao lerem cada estrofe, cada poema, podem encher-se de brios e dizer: "Isto, sim, é o que eu penso deles!". Depois, já mais satisfeitos, podem reler a medo, para ver se perceberam bem o que ficou depois do fumo solto pela válvula. E pensar: "Isto não é só para eles; é também para mim. Eu estou aqui".
A poesia é também voz do povo, ora na voz de fazedores de quadras, ora na de poetas, como Manuel Bastos, que nunca saíram de sob a telha-vã, que nunca perderam a terra e o pó de fazedores pelas suas próprias mãos, terra e pó que se transmutam para as linhas do poema. Traduzindo uma poderosa e genuína capacidade de expressão sintética de conceitos com conteúdo de pensamento moral, a poesia de Manuel Bastos assume um forte cunho social, assumindo-se como meio de denúncia da realidade onde o poeta se insere, num estilo marcadamente próximo da raiz do povo, muito ao jeito do conhecido António Aleixo, de que a própria forma organizativa (quadra, na sua maioria) é também elemento importante do estilo. Uma poesia, portanto, que tem tido sempre bons e fiéis cultores, ao longo dos tempos, quer na sua construção, quer na sua apreciação, uma poesia que o próprio Bocage usou para vituperar os poderosos e os males sociais do seu tempo. Pensamos que continua a ter o seu lugar na nossa literatura.
Na sua essência, as palavras são o som produzido pelo ar ao atravessar as cordas vocais de um ser humano com o aparelho fonador intacto. Mas aqui, nas palavras do poeta, as palavras surgem-nos como substitutas das armas, das bombas, das rajadas - canos de escape por onde o poeta expele a lava do seu vulcão. O homem comum, o cidadão sem palavra, o mortal entregue à sua condição, o simples, o destituído de poder - o povo, enfim - têm aqui a palavra, porque, ao lerem cada estrofe, cada poema, podem encher-se de brios e dizer: "Isto, sim, é o que eu penso deles!". Depois, já mais satisfeitos, podem reler a medo, para ver se perceberam bem o que ficou depois do fumo solto pela válvula. E pensar: "Isto não é só para eles; é também para mim. Eu estou aqui".
A poesia é também voz do povo, ora na voz de fazedores de quadras, ora na de poetas, como Manuel Bastos, que nunca saíram de sob a telha-vã, que nunca perderam a terra e o pó de fazedores pelas suas próprias mãos, terra e pó que se transmutam para as linhas do poema. Traduzindo uma poderosa e genuína capacidade de expressão sintética de conceitos com conteúdo de pensamento moral, a poesia de Manuel Bastos assume um forte cunho social, assumindo-se como meio de denúncia da realidade onde o poeta se insere, num estilo marcadamente próximo da raiz do povo, muito ao jeito do conhecido António Aleixo, de que a própria forma organizativa (quadra, na sua maioria) é também elemento importante do estilo. Uma poesia, portanto, que tem tido sempre bons e fiéis cultores, ao longo dos tempos, quer na sua construção, quer na sua apreciação, uma poesia que o próprio Bocage usou para vituperar os poderosos e os males sociais do seu tempo. Pensamos que continua a ter o seu lugar na nossa literatura.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789898253859 |
| Editor: | Mosaico de Palavras |
| Data de Lançamento: | dezembro de 2012 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 139 x 208 x 6 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Poesia
|
| EAN: | 9789898253859 |