Entre Cravos e Cardos

de Thomas Fischer
Livro eBook
Editor: Edições 70, abril de 2024 ‧
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Uma revolução sem sangue num dos países mais pobres da Europa? A notícia do 25 de Abril de 1974 em Portugal fascinou muitos jovens noutros países europeus. Um destes jovens foi o alemão Thomas Fischer, que quis saborear de perto essa revolução festiva. e por cá ficou até hoje.

Este livro, passados 50 anos da Revolução dos Cravos, conta o que, na sua perspetiva, correu bem e mal. É uma partilha de ilusões e desilusões de quem acredita que o país poderia estar muito melhor se aproveitasse os seus recursos e se soubesse motivar a sua gente.

Entre Cravos e Cardos

de Thomas Fischer

Propriedade Descrição
ISBN: 9789724428499
Editor: Edições 70
Data de Lançamento: abril de 2024
Idioma: Português
Dimensões: 157 x 237 x 25 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 388
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > História > História de Portugal
EAN: 9789724428499

Um olhar amplo e peremorizado, crítico e carinhoso, nostálgico e realista, uma leitura agradável

Vasco Nogueira

Gostei muito de ler este livro, que abrange imensos aspetos da realidade portuguesa. Este "alemão que se tornou português" mostra ser um conhecedor profundo do país, mais até do que muitos dos seus novos compatriotas. Ele não só fala do que corre bem e do que ainda teima em correr mal no nosso país, como faz um enquadramento histórico ou social, analisa ou explica, compara e avalia sempre que acha que isso seja de relevância para compreender este ou aquele ponto. Nota–se bem que o autor é jornalista pois muitos das suas declarações vêm logo acompanhados por dados e factos. É divertido de ler, e está tão bem escrito, que quase não consigo imaginar o autor a ter nascido e crescido fora de Portugal e de ter aprendido o português só depois de adulto. Espero que saia também em língua alemã ou mesmo em qualquer outra lingua, pois este livro pode servir muito bem para um estrangeiro compreender este país com todos os seus contrastes e as suas particularidades, os seus desafios, as suas falhas e os seus sucessos. E aos portugueses pode ajudar a perceber onde Portugal se acompara e onde ele se distingue de outros países europeus. Um livro diferente no panorama editorial nacional.

A boa vontade não chega

Duarte C

Admito que tinha grande expectativa quando comprei este livro: por norma, os livros/relatos de História mais recente em Portugal são politizados de uma forma que me afasta da sua leitura. Mas a premissa de "Entre Cravos e Cardos" agradou-me muito, especialmente porque, como diz na capa, é um livro sobre ‘Portugal aos olhos de um estrangeiro que se tornou português’. E dá para perceber porquê: tal como os Velhos do Restelo, podemos assistir a um chorrilho de lamúria e saudosismo, tal é vontade (às vezes encapotada, outras nem tanto) de ver Portugal ‘tal como era’ ainda nos anos 80.... O autor, confesso revolucionário e homem de Esquerda que viajou para Portugal aos 19 anos, como turista, diz mal de tudo o que é evolução, melhoria ou simplesmente impacto dos dias de um mundo que se tornou verdadeiramente global. Turismo? Péssimo, descaracterizou todo o país (esquecendo-se de que viajou para o nosso país pela primeira vez nessa mesma condição!). Comida? Dantes é que era boa! O Fundão? Em 94 é que era! Óbidos? Desgraça, o turismo deu cabo dela! No Cais do Sodré? Que pena já não haver a sujidade de antigamente ou o cheiro a peixe, já que agora está cheio de espreguiçadeiras para os turistas beberem cocktails a peso de ouro! Enfim, desisto. É uma pena que as quase 400 páginas deste livro sejam uma constante comparação saudosista, de alguém que não o diz mas transparece na sua prosa a ideia de que Portugal de 2024 está, em certa medida, pior que o de 1980.

SOBRE O AUTOR

Thomas Fischer

Thomas Fischer nasceu na Alemanha, mas viveu grande parte da sua vida noutros países. Vive em Portugal desde 1983, acompanhando sempre de perto a atualidade política, económica e social do país onde nasceram a sua filha e o seu filho. Em 2020, adquiriu a nacionalidade portuguesa.

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