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Entre a Nudez das Ondas

Corpúsculos de Mim

de Luísa Ramos
Editor: MoDocromia, dezembro de 2020 ‧
13,01€
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O mundo é uma amálgama, uma bola de fogo que mata abruptamente o SER.
A vida está espelhada na montra de uma qualquer vitrina, e junto com ela, estão imensas iguarias, que acodem ao nome de segurança, liberdade e paz que todos deveriam possuir; todavia a montra esvai-se num trago, e nela ficam só constatações de situações inóspitas carregadas de sofrimento e de nostalgia, que não se conseguem sarar de maneira fácil.

A fealdade pincela o universo, e nem nas estrelas se conseguem ver resultados de LUZ, que incendiariam o mal para equacionar o bem, por isso, temos consciência de que, por muito que façamos, tudo é desconcerto à imagem camoniana. Os tratados de paz foram embora no comboio do TEMPO, e no lugar deles, ficou um amontoado de cal, que acode ao nome de loucura. Hoje é difícil acordar o SER para a construção de um espaço de excelência porque atrás dele vive a vilania, a discórdia e a desordem. Dir-se-á que só a poesia contém, em si, a chave para uma parca mudança da atitude social - poesia de intervenção onde tudo é dito sem pejo…!

Só a poesia fala da possibilidade de dar LUZ à vida adoecida num vasto conjunto de frases curtas, que ligadas expressam vontades e rios de mudança. Sem a intervenção poética, o que seria deste universo onde a cultura terá que ser rainha?

Leia-se POESIA, semeie-se o verso num campo onde vivem ramalhetes «rubros de papoilas».
Luísa Ramos

Entre a Nudez das Ondas

Corpúsculos de Mim

de Luísa Ramos

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895302703
Editor: MoDocromia
Data de Lançamento: dezembro de 2020
Idioma: Português
Dimensões: 162 x 219 x 9 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 118
Tipo de produto: Livro
Coleção: A Voz da Lira
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789895302703

SOBRE O AUTOR

Luísa Ramos

Sempre amei a escrita. Cedo percebi que sabia equacionar estórias com sabor a Fel e/ou a Amor.
Cursei Letras, e licenciei-me em Línguas e Literaturas Modernas na Faculdade de Lisboa – Universidade Clássica.
A visão nunca me confundiu, e por isso, joguei com as palavras e fiz delas atrizes, em cena. Pintei quadros humanos com aguarelas multicolores e falei deste espaço que é de todos nós (mundo). Contei (cantei) este cosmo onde a fealdade fez casa e tentei – através da escrita – que o Homem parasse para pensar. No dia 13 de maio de 2000, nascia o meu primeiro livro, uma cantata de angústias exploradas em verso simples. Dei-lhe o nome de Encontrei-me. Mas a vontade de continuar a dizer o que via, sentia e auscultava, era de tal ordem forte, que acabei por, a 9 de dezembro do mesmo ano, colocar uma panóplia de versos ao serviço da minha cidade natal, Lagoa, Musa Poética. Em 2002, publiquei um conto, Enquanto a Música se chamar Mar e Saudade onde decalquei a preocupação com a falta de justiça no mundo, que é nosso. Utilizei depois a web e escrevi crónicas (reflexões e ensaios) e hoje – cansada, mas feliz – quero continuar a «gritar», que o mundo não se pode perder atrás de ideais desmedidos.
Há 40 anos, a viver em Almada e professora de português, tenho o gosto de ver voar os meus textos (da crónica ao romance, passando pelo conto e pelo ensaio) para as mãos dos leitores, que tal como eu, queiram parar para pensar, aquando da leitura do Mundo. Para isso, desço diariamente a escada íngreme da vida, e vejo tanta disforia, que acabo por pintar o papel com verdadeiras estórias de amor e ódio, onde não falta o velho perdido, o pai vencido, a mãe esquecida e tantos outros protótipos da sociedade que é nossa.
Colaboro, sempre que possível em Antologias Poéticas (Utopias e Enigmas com a chancela da Sinapsis, Vida e Morte e Arte/ Poesia, Edições Oz) onde digo o que sinto em prosa e/ou em verso. Em junho de 2015, coloquei no mercado dois livros (ensaios/reflexões), que dizem muito de mim e das sensações que me habituei a utilizar, num baile literal com a escrita: Nas Brumas da Memória e Na Valsa da Vida que tiveram a chancela da Chiado Editora. Em setembro de 2016, e da mesma editora, nasceu o romance, Se eu te Quisesse. Em 2018 e em setembro, foi colocado no mercado um livro de ensaios e crónicas, À Varanda da Minha Memória.

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