Enquanto Lisboa Arde, o Rio de Janeiro Pega Fogo
SINOPSE
O Rio de Janeiro continua lindo - e os primeiros dias na cidade, com passeios de bicicleta pelo calçadão, mergulhos na praia e romances curtos e escaldantes, prometem, de facto, uma vida de sonho. Mas esse idílio é uma ilusão, porque o misterioso embrulho depressa o lança numa odisseia tropical de contornos perigosos, em busca do terceiro vértice de um triângulo amoroso. Determinado, porém, a cumprir a missão, o aspirante a escritor viajará por casas isoladas na serra, ilhas desertas e favelas e cruzar-se-á com um curioso universo de expatriados - terroristas bascos, sobreviventes do Holocausto e emigrantes portugueses, que procuram agora, como antigamente, uma nova vida no hemisfério sul. E também com Margot, a mulher que pode mudar a sua vida.
Longe da falência do seu passado, ele acredita que a aventura carioca pode ser o recomeço que procura, a história que finalmente dará um livro, a evidência de que, por mais que fuja, estará sempre preso ao lugar de onde partiu.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789724621647 |
| Editor: | Casa das Letras |
| Data de Lançamento: | abril de 2013 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 157 x 237 x 22 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 328 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789724621647 |
OPINIÃO DOS LEITORES
De um cais de partida para onde começa o mar
Manuela Cunha
Entre os parêntesis "você tem saudade? " e "quando eu te encontrar", o vazio dos dias em Lisboa acordam no Rio, ressacados e à mercê da novidade, de muita sacanagem e das sucessivas tentativas de esquecer o que ficou para trás. O cais de partida traz-nos um narrador sonhador e em fuga com ele próprio, com os dias num fio de navalha e um tanto misterioso. Revela o seu eu lá para o terceiro capítulo, nessa vontade de ser menino, de encontrar uma paz e ser melhor pessoa sob essa luz de Margot, personagem maior a quem todas as odes são palavras transformadas em arrepio de pele. Enquanto desvenda um livro dentro deste livro leva-nos nessa fórmula mágica de apresentar outras personagens de outras narrativas, também elas coladas à história de um Portugal "azarista". Em cenários de morro de favela, ou na lembrança de uma rua de Lisboa, percebemos que tudo não passa de deixar um perigo para encontrar outro perigo, até sentir essa fadiga que não tem descanso porque, em Lisboa, no Rio ou em qualquer parte do mundo, pode-se estar sempre de partida e a aperfeiçoar essa arte de quebrar promessas.
Maria Luisa 19/03/2018
Maria Luisa Frazão
Bem haja Hugo por me pôr a sonhar! Subscrevo a 100% a avaliação de João Tordo sobre esta obra. Também eu, e com as duas orelhas, acabei o livro feita num oito, exausta, de tanto pedalar pelas avenidas do Rio de Janeiro. Ganhou uma fã Hugo!
um livro alucinante
Leonor
Alucinante, rápido e fabuloso na forma como nos transporta de um ambiente ao outro; vamos do calçadão ao morro da Favela, de Lisboa ao Rio, da Serra brasileira a Cascais, do amor à violência, do Portugal da Ditadura à crise de hoje. É um romance actual, que baralha cada passo entre o português de portugal e o português brasileiro. Nota-se que o autor conhece bem o Rio de Janeiro, cidade onde vive, efectivamente, desde que ficou desempregado em Lisboa e essa fuga, de uma Lisboa engelhada e sem esperança para um Rio de oportunidades, transparece a cada página. Há um crescendo à medida que se avança no livro, o mistério enrola-nos e a acção suga-nos. Na contra-capa, João Tordo diz: "Agarra-nos pelo colarinho e não nos larga até estarmos feitos num oito". Confirma-se.
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