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En Village De Misereux

de Kobayashi Issa
idioma: francês
Editor: GALLIMARD, agosto de 1997 ‧
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Le haiku japonais - seul digne de ce nom - attire l'intérêt d'un nombre croissant de lecteurs. Après matsuo basho et yosa buson, voici sa troisième et dernière période avec issa, au début du xixe siècle. jusque-là représentant d'un raffinement éthéré, sans rien perdre de son élégance, il étend d'un coup son registre à tous les aspects de la vie qui en avaient été rejetés, voire censurés. quelle que soit sa disposition, à tout moment le lecteur peut être assuré de trouver un poème où il se reconnaîtra dans l'oeuvre d'un homme qui a tout connu de l'existence et, surtout, ses plus grandes peines. Car issa rompt délibérément avec la convention du genre qui interdisait au poète d'intervenir par trop dans sa composition : larmes et rires, désespoirs et fugitifs plaisirs, colères contre les abus de l'autorité, mépris amusé des prétendus grands, réjouissantes sollicitudes envers les animaux de tous genres, y compris les plus détestés par le commun, la liste est inépuisable. et, présent à chaque page, l'humour, avec une robuste verdeur sans détours. Issa demeure aussi profondément japonais que les deux maîtres après lesquels il a donné au haiku ses dernières lettres de noblesse littéraire ; mais, bien plus encore, il est probablement le seul poète japonais de l'humanité tout entière.

En Village De Misereux

de Kobayashi Issa

Propriedade Descrição
ISBN: 9782070745050
Editor: GALLIMARD
Data de Lançamento: agosto de 1997
Idioma: Francês
Tipo de produto: Livro
Coleção: Connaissance De L'Orient
Classificação Temática: Livros em Francês > Literatura > Ficção
EAN: 9782070745050

SOBRE O AUTOR

Kobayashi Issa

Itaro Kobayashi (Issa é o nome que adotará mais tarde) nasceu em 1763, em Kashiwabara, na província montanhosa de Shinano (hoje Nagano), no Japão. Era uma região montanhosa de grande beleza, em que a neve fundia apenas no verão e a geada fazia a sua aparição logo no início do outono.
O pai era agricultor e criador de cavalos. A mãe faleceu quando Itaro tinha apenas dois anos. A experiência dolorosa da orfandade levou-o a refugiar-se nos bosques e a procurar a companhia dos animais, aves e insetos. Com seis anos começa a frequentar a escola, onde se inicia nos textos budistas.
O pai volta a casar. A madrasta transforma então a sua vida num inferno, obrigando o pai a retirá-lo da escola. A situação complica-se ainda mais com o nascimento do meio-irmão. Aos catorze anos o pai envia-o para Edo (Tóquio) com uma carta de recomendação. Permanecerá aí trinta e sete anos. Conhece o frio e a fome nos primeiros tempos. Começa a escrever haikus e frequenta uma escola fundada por um discípulo de Bashô.
Na primavera de 1792 rapa o cabelo, veste um hábito de monge, adota o nome de Issa (que significa bolha numa taça de chá) e parte em peregrinação. Essa viagem durará quatro anos e levá-lo-á a Kyoto, Osaka e à ilha de Shikoku. Quando volta a Edo a publicação do seu diário de viagem alcança um êxito enorme.
Em 1801 regressa a Kashiwabara e finalmente consegue a sua parte da herança familiar. Casa, então, aos cinquenta anos com Kiku que lhe dará quatro filhos, tendo todos eles morrido precocemente. É à segunda filha que Issa dedica algumas páginas lancinantes no seu diário Oraga Haru (A Minha Primavera).
Issa sucumbe em 1827, na sequência de um ataque de paralisia. É sepultado no monte Kamaru. Numa pedra não trabalhada está gravado:
«Será esta
A minha última morada -
Sob metro e meio de neve.»
Jorge Sousa Braga, na introdução ao livro Primeira Neve

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