10% de desconto

Elefante na Sala

de Joana Marques
Livro eBook
Editor: Contraponto Editores, junho de 2024 ‧
17,70€
15,93€
10% DESCONTO IMEDIATO
EM STOCK -
portes grátis
Em que sítio do mundo seria possível juntar Cristiano Ronaldo e Marie Kondo, Shakira e a Mãe Kikas? Provavelmente, em nenhum, a não ser nas páginas deste livro. Futebolistas, ativistas, negacionistas, coaches, ministros, celebridades... Todos podem ser, a dado momento, o elefante na sala, que queremos mas não conseguimos ignorar.

Joana Marques, humorista conhecida por ser «extremamente desagradável», não deixa os seus créditos por mãos alheias e brinda os principais protagonistas da atualidade com a sua habitual simpatia. Elefante na Sala é uma espécie de resumo dos últimos dois anos, em Portugal e no mundo, sobretudo no que toca às ocorrências irrelevantes. Mais do que uma análise dos grandes temas das manchetes dos jornais, interessam as notas de rodapé e aquilo que se passa em segundo plano.

Este é mais um livro de Joana Marques com o qual não se aprende nada. Um compêndio de acontecimentos que não seriam memoráveis, se não ficassem aqui eternizados.
20220715-novidade-exels-andrea-piacquadio-640X426.jpg

Crónicas engraçadas

Não é preciso meter a cabeça em Proust para dar um mergulho em condições. Nem é preciso levar uma semana a ler um livro para se chegar ao impacto. Textos pequenos também têm muita coisa dentro. Aqui vão umas sugestões. Elefante na sala Joana Marques é o meu ídolo e o meu pavor. Sempre que dou uma entrevista com gravação áudio, tremo perante a possibilidade de ir parar ao seu Extremamente Desagradável. Defendê-la aqui – hoje, em público –, sugerindo-a e elogiando-a, pode proteger-me dessa desgraça absoluta que me arruinaria perante família, amigos, público, desconhecidos que vivem na outra ponta do país. Além disso, admitamo-lo, pouca gente tem tanta graça em Portugal. Em Elefante na Sala, Joana Marques pega em temas que, há que dizê-lo, não interessam ao menino Jesus, e o seu interesse é mesmo esse. É que, para comentar o Orçamento do Estado todos os dias, já temos todos os outros. Em vez disso, a autora resgata a crónica como o que nunca devia ter deixado de ser: uma narrativa curta num tom familiar que nos vai mostrando a matéria da vida. Ler o livro de enfiada é ter um apanhado do que entusiasmou Portugal nos últimos dois anos – incluindo o que nem tinha motivos para isso. QUERO LER!





Idiotas úteis e inúteis Peguei no livro achando que era sobre mim, mas não. É pena, porque sempre quis ser musa. Longe de me cumprir os sonhos, a Tinta da China publicou este conjunto de crónicas originalmente escritas para aFolha de S. Paulo. Há uma coisa que ninguém faz como Ricardo Araújo Pereira: pegar em pó e construir uma pedra. Lê-lo não interessa pelos temas. Não é que uma crónica sua nos vá dar respostas sobre o défice orçamentar de Nárnia. Mas faz coisa melhor: ao usar um olhar aguçado, que procura o ridículo, o cronista põe a vida a nu em vez de lhe inventar roupa. Com isto, sempre que o leio vejo a vida despida por aí, num atentado ao pudor que é um escândalo. QUERO LER! O homem fatal É talento puro, e também muito trabalho. Ler Nelson Rodrigues é sempre desconcertante. É o Messi dos textos – nunca se sabe por onde vai a bola, que é como quem diz que a prosa parece ziguezaguear sem rumo, à maluca, encantando, driblando, e acabando com um tiro levezinho que vai direto ao alvo. Talvez seja difícil olhar para a crónica de Rodrigues sem um misto de admiração e inveja. Melhores pessoas poderão ter apenas a primeira, eu faço sempre um meio-meio. Enfim, não sou anjo nenhum, e Nelson Rodrigues muito menos. Está aqui um escritor que eu não gostaria de levar a tomar um café, mas isso não me impede de levar os livros dele para o café e de o ler como quem dá a volta ao mundo, parando invariavelmente num boteco qualquer do Rio de Janeiro. A sua sinceridade é desconcertante, e a forma como insulta – puro enfeite – não dá para o comum mortal. Fecha-se o livro, que inclui noventa das suas crónicas, partindo de três livros (O Óbvio Ululante, 1968, A Cabra Vadia, 1970, e O Reacionário, 1977), e, citando um título seu, temos A vida como ela é...: são a esquerda e a direita ao murro (e o cronista ao murro à esquerda), é o Brasil como caos, é a cultura, são as relações entre humanos, tudo tão cheio de uma ironia fina que nem se percebe como raio não escorre das páginas. QUERO LER! As mentiras que as mulheres contam Tem tanta graça que parece que o lemos de pé e nos puxam a carpete. Há magia na forma como Luis Fernando Veríssimo parece encontrar a universalidade nas coisas de nada que fazem o dia-a-dia. Note-se a mentira inaugural: o momento em que as mães, agitando as colheres de sopa, a dão a comer aos putos. Dali, segue-se um fio de mentiras, umas que servem para não rejeitar de caras, outras que são apenas não-verdades (maneira fofa de dizer mentira), outras que dizem com calma para não estilhaçar o outro lado – e assim se mantém a paz social. Não é coisa pouca, e tudo com truque de palavras. O humor de Veríssimo é irresistível. Depois de o ter lido, quem raio não fica com vontade de o ter escrito? Eu vou logo ao crime: deu-me vontade de o ter raptado para lhe roubar manuscritos e os publicar em meu nome. Até podia acrescentar a história ao livro, como mais uma mentira contada: «Olhem para mim a escrever tão bem.» E, por favor, que eu sei que estamos em 2024, não acusem o homem de nada, que ele também tem um livro sobre as mentiras contadas por quem produz mais testosterona que estrogénio. QUERO LER!

Elefante na Sala

de Joana Marques

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896664534
Editor: Contraponto Editores
Data de Lançamento: junho de 2024
Idioma: Português
Dimensões: 149 x 236 x 17 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 192
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Humor
EAN: 9789896664534
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Joana Marques

Joana Marques nasceu em Lisboa, em 1986, e aprendeu a escrever seis anos depois. Desde então, tem-se especializado em gastar papel. É guionista desde 2007. Escreveu os livros O Meu Coração Só Tem Uma Cor, Vai Correr Tudo Mal e Apontar é Feio e criou, em 2012, com Daniel Leitão, o programa Altos & Baixos, no Canal Q. É uma d’As Três da Manhã, na Renascença, onde faz a rubrica diária Extremamente Desagradável. É o elemento mais baixo da equipa de autores do programa Isto é Gozar com Quem Trabalha, de Ricardo Araújo Pereira. Lançou-se como coach desmotivacional em 2024, com o espetáculo Desconfia, no qual tentou ensinar as pessoas a não vencer na vida.

(ver mais)

DO MESMO AUTOR

QUEM COMPROU TAMBÉM COMPROU