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Édipo/Antígona

de Álvaro Siza
idioma: inglês
Editor: 100Folhas, dezembro de 2022 ‧
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Série única e irrepetível de 300 exemplares numerados e assinados pelo autor.

Inclui serigrafia também numerada e assinada


«Os mitos sempre foram a melhor forma de transmitir coordenadas morais. Reunidos em torno da musa das chamas, os nossos antepassados inventavam histórias sobre personagens ambíguas, circunstâncias alegóricas e lições imateriais. Ao longo destes dez metros e meio de papel, Álvaro Siza consegue recriar essa atmosfera de estarmos à volta da fogueira, iluminados apenas pela imaginação.
Siza esquissa de jorro e a tinta nunca se desperdiça. A mão adquire qualidades distintas da frente para o verso do livro, respectivamente mais gestual e mais detalhada. A enganadora simplicidade do desenho de linha não permite ocultar qualquer engano. As figuras parecem por vezes alongadas ou exageradas de modo a vincar a justa escala da acção narrativa, cena a cena e em câmara lenta.
Alguns manuscritos, como o místico pustaha de Toba Batak, utilizavam pela sua beleza a mesma técnica de dobras tipo acordeão. Contudo, Álvaro Siza excede todas as expectativas no seu leporello - nome do responsável pela longa lista de conquistas de Don Giovanni. Estas folhas serão um monumento sempiterno ao(s) artista(s) cujo uniforme seja a poesia e cuja ferramenta seja o seu talento.»

António Choupina, também arquitecto, curador e autor de importantes projectos ligados a Álvaro Siza, de quem é amigo, resume assim este Édipo/Antígona, num dos textos que acompanha o livro (o outro é de François Burkhardt, historiador e crítico de arquitectura e design).

Num livro em fole, integralmente construído à mão, Álvaro Siza desenhou uma narrativa mitológica, de indizível crueldade, ternura e erotismo, remetendo-nos para as peças de Sófocles.

O caderno intimista vem acompanhado por uma serigrafia que, sob a forma de tríptico, resume a tragédia de Édipo. Isto permite, de alguma forma, transpor para uma parede o talento imaginário de Álvaro Siza.

A Viagem Impossível, o primeiro projecto do género assinado pelo arquitecto, também editado pela Coral Books, está esgotado.


Livro
Livro em fole, no formado 210 x 150 milímetros, impresso em offset a uma cor sobre Munken Linx de 240 gramas. Integralmente encadernado à mão. As 36 folhas são dobradas e contracoladas manualmente. Gmund Cotton (concretamente, o gentlemen blue de 900 gramas), algodão puro, foi o papel escolhido para a capa dura, impressa em letterpress. Edição única e irrepetível de 300 exemplares, assinados e numerados pelo autor.

Serigrafia
Tríptico, no formado aberto de 210 x 450 milímetros, impresso a uma cor sobre Munken Linx de 300 gramas. Edição única e irrepetível de 300 exemplares, assinados e numerados pelo autor.

Paratextos
Caderno de 16 páginas impresso em offset a uma cor sobre Munken Print White de 115 gramas.

Caixa
Caixa feita em papel craft e abraçada por uma cinta de papel (Gmund Cotton, Gentlemen Blue, de 300 gramas).

Édipo/Antígona

de Álvaro Siza

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895385980
Editor: 100Folhas
Data de Lançamento: dezembro de 2022
Idioma: Inglês
Dimensões: 157 x 219 x 40 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 72
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Inglês > Arte > Arquitetura
Livros em Inglês > Arte > Design e Ilustração
Livros em Português > Arte > Arquitetura
Livros em Português > Arte > Design e Ilustração
EAN: 9789895385980

SOBRE O AUTOR

Álvaro Siza

Arquiteto português nascido em 1933, em Matosinhos. Iniciou a sua vida profissional em 1955, depois de se ter formado na Escola Superior de Belas-Artes do Porto. O seu talento artístico foi reconhecido mais rapidamente no estrangeiro do que em Portugal, especialmente através da atribuição de obras como a recuperação do bairro judeu de Veneza e do bairro Kreuzberg, em Berlim. Atualmente é docente da Faculdade de Arquitetura do Porto. Entre as suas obras mais inovadoras na época, destacam-se a Casa de Chá da Boa Nova e a piscina de Leça da Palmeira, a Igreja de Marco de Canaveses, a Agência do Banco Pinto & Sotto Mayor, em Oliveira de Azeméis, e ainda centros de arte moderna em vários países europeus, como o Centro Galego de Arte Contemporânea e a Faculdade de Jornalismo, ambos em Santiago de Compostela. Siza Vieira dirigiu a reconstrução da zona do Chiado, em Lisboa, a construção da Faculdade de Arquitetura do Porto e foi responsável pelo plano arquitetónico para a construção do Museu de Arte Contemporânea do Porto. Posteriormente, foi o responsável pela proposta do Pavilhão de Portugal da EXPO'98 e foi convidado pelo Papa João Paulo II para o projeto de uma igreja no Vaticano. Paralelamente a estas obras mais prestigiadas, Siza Vieira desenvolveu, nos anos do pós-Vinte e Cinco de abril, uma ação a nível da habitação social, designadamente no Porto, liderando intervenções que visavam integrar zonas degradadas na vivência arquitetónico-paisagística da cidade. Os prémios que lhe foram atribuídos em 1988, pelas fundações Alvar Aalto e Mies van der Rohe, coroados em 1992 pelo Prémio Pritzker da Fundação Hyatt, de Chicago, considerado o equivalente a um Nobel, são a expressão maior da chegada de Siza Vieira ao "topo". Em Portugal, recebeu o Prémio Secil de Arquitetura pela primeira vez em 1996, pela recuperação do Edifício Castro e Melo, na zona do Chiado, e pela segunda vez em 2000, entregue pelo Presidente da República, pelo projeto da Faculdade de Ciências da Informação de Santiago de Compostela. Recebeu também o Prémio da Bienal de Veneza, a Medalha Internacional das Artes 2002, atribuída pelo Governo Regional da Comunidade de Madrid, ao projeto de revitalização do centro da cidade de Madrid, e as Chaves da Cidade do Porto, pelo sucesso da sua carreira, entregues pelo Presidente da Câmara, Rui Rio, a 10 de fevereiro de 2005.

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