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E Fez-se Luz: O Deus Todo Poderoso da Obra de Newton e dos Seus Comentadores Ingleses

de Clara Pinto Correia
Editor: Relógio D'Água, fevereiro de 2006 ‧
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"Mas Newton, cuja visão dos fenómenos da Natureza era muito mais grandiosa e penetrante que a de Bacon ou de Fausto, não teve quaisquer reveses derivados do seu trabalho de investigação dos fenómenos naturais. Pelo contrário, foi ainda em vida aclamado pelas multidões letradas e erguido a grandes apoteoses de reverência. A rainha Anne armou-o cavaleiro em 1705, transformando-o desta forma na primeira pessoa assim honrada em Inglaterra pelos seus méritos científicos. Quando morreu, teve direito a um funeral de Estado imponente. Ou seja, os experimentalistas de épocas anteriores sofriam por vezes na pele, com mais ou menos dureza, o dilema social e moral de associações e conluios com o demónio. Newton, pelo contrário, foi colocado directamente à direita de Deus pelos seus próprios contemporâneos."

E Fez-se Luz: O Deus Todo Poderoso da Obra de Newton e dos Seus Comentadores Ingleses

de Clara Pinto Correia

Propriedade Descrição
ISBN: 9789727088355
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: fevereiro de 2006
Idioma: Português
Dimensões: 129 x 198 x 10 mm
Páginas: 124
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Ciências Exatas e Naturais > Outras Ciências
Livros em Português > Ciências Sociais e Humanas > Outros
EAN: 9789727088355
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Clara Pinto Correia

Clara Pinto Correia (Lisboa, 30 de janeiro de 1960 — Estremoz, 9 de dezembro de 2025) foi ficcionista, cronista, divulgadora científica e bióloga portuguesa. Figura sui generis do panorama da literatura portuguesa, quer pelo seu estilo de escrita, quer pelas áreas da sua produção ou ainda pelo ritmo de publicação que a autora manteve.
Depois de se ter licenciado em Biologia pela Universidade de Lisboa, doutorou-se pela Universidade do Porto, prosseguindo uma carreira universitária e de investigação no domínio da Embriologia no Instituto Gulbenkian de Ciência e nos Estados Unidos da América (Buffalo e Universidade de Harvard).
A sua estreia literária dá-se em 1984, com o romance Agrião, mas a sua popularidade atinge-a com o romance Adeus Princesa, sucesso editorial, transposto para o cinema. A consagração máxima dá-se depois da publicação do folhetim E se tivesse a bondade de me dizer porquê? em coautoria com Mário de Carvalho, numa obra em que os dois escritores são responsáveis por capítulos que se intercalam, sem nunca se encontrarem.
Poder-se-á chamar a Clara Pinto Correia a autora pós-moderna por excelência, constando da sua bibliografia desde inquéritos de cariz sociológico a uma fotonovela, passando por literatura infantil, crónica, poesia, narrativa, e divulgação científica.
Destacam-se na sua obra, para além dos já citados, na ficção: Ponto Pé de Flor e Mais que Perfeito; na literatura infantil: Quem Tem Medo Compra um Cão, A Minha Alma Está Parva e A Ilha dos Pássaros Doidos; na divulgação científica: Os Bebés-Proveta, Clonai e Multiplicai-vos e O Ovário de Eva.

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