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Do Que Não Existe

Repensando o cânone literário

de Annabela Rita
Editor: Manufactura, julho de 2018 ‧
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Desde o fenómeno da inovação estética no diálogo das Artes até aos complexos arquitetónicos (onde todas confluem), do que não existe percorre um itinerário reflexivo no Cânone, buscando padrões identitários (estéticos, nacionais, europeus) numa cartografia e numa cronologia onde nos reencontramos com referências nucleares (autores, revistas, mas também a monumentalidade arquitetónica), ou menos centrais (a micro-ficção), sem deixar de perscrutar as refrações delas (caso dos best sellers contemporâneos). ao lado, outros mapas e outras épocas desenham contornos culturais além-mar (em especial, a missionação em Moçambique) contribuindo para repensar o fenómeno (inter)nacional (principalmente, a Lusofonia) na história que o sustenta.

"Dito de outro modo, premonitório, é já hoje convocado, neste livro, ‘o que (ainda) não existe’, dando conta, menos de um resultado definitivo e mais de uma metodologia nova, a metodologia relativa ao campo estético da ‘inter-artes’. Neste sentido, se um ensaio só é novo (não cumulado de pequenas ‘novidades’ académicas, mas verdadeiramente novo) quando opera um rasgão com o passado, interpretando-o de um modo radicalmente diferente, causando até alguma estranheza, do que não existe, de Annabela Rita, oferece ao leitor uma versão da análise textual já própria do século XXI."
]Excerto do prefácio de Miguel Real]

Do Que Não Existe

Repensando o cânone literário

de Annabela Rita

Propriedade Descrição
ISBN: 9789725593691
Editor: Manufactura
Data de Lançamento: julho de 2018
Idioma: Português
Dimensões: 159 x 232 x 15 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 260
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789725593691

Como a arte abstracta

alexandre dale

Já faz parte do anedotário o fulano que visita uma exposição de pintura moderna e, perante uma tela abstracionista, declarar: aquilo também eu consigo fazer. Claro que também há Kandinsky ou Klee, e claro que há sempre uns intrujões que se aproveitam da anedota e convertem o canhestro em genial - a seu favor, claro. Este livro deixa-me num impasse: apresentando-se como um novo olhar sobre o cânone literário ocidental - e autora tem diplomas que cheguem para supor credibilidade - , logo à entrada se nota que Harold Bloom não entra aqui. Mas entra a Maia, talvez. Não ela, mas qualquer coisa arcana. Talvez também uns ares de Sintra. Noites de névoa, claro. Os nomes de referência sucedem-se, as ideias também, mas são como tópicos - como se um cozinheiro, para descrever os seus pratos, só usasse adjectivos como doce, amargo, salgado... Acredito que se passe aqui alguma coisa de importante, mas continua a escapar-me. A literatura, de repente, torna-se um lugar muito estranho, onde nada parece o que é, como se não o fosse já e fosse preciso tornar tudo ainda mais confuso. Bom para ler enquanto se bebe um bom conhaque, à lareira. Ou três. Porque há um momento em que um sorriso começa a surgir, sereno, diáfano, secreto quase, e ficamos delicadamente em paz com o mundo. Ou não.

SOBRE O AUTOR

Annabela Rita

Doutorada em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea e Agregada em Literatura. Professora na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Diretora do CLEPUL (Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias), Presidente da APT (Associação Portuguesa de Tradutores) e Administradora do OLP (Observatório da Língua Portuguesa). É, ainda, membro de outras instituições científicas e culturais nacionais e estrangeiras. Autora de diversos livros, nomeadamente: Eça de Queirós Cronista. Do Distrito de Évora (1867) às Farpas (1871-72) (1998), Labirinto Sensível (2003), No Fundo dos Espelhos (2003-07), Breves & Longas no País das Maravilhas (2004), Emergências Estéticas (2006), Itinerário (2009). Coordenou, também, dentre outras obras: Teolinda Gersão: Retratos Provisórios (2006), De tempos a tempos. Júlio Conrado (2008), Homem de Palavra. Padre Sena Freitas (2008), Rui Nunes. Antologia Crítica e Pessoal (2009).

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