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Do Iluminismo ao Liberalismo

Braga 1864, o banco do Minho

de Elisa Celeste Soares
Editor: LisbonPress, setembro de 2024 ‧
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Em que circunstâncias nasce a Banca Nacional e como reagiu às sucessivas convulsões políticas, económicas e sociais do século XIX, século da sua iniciação, que prosseguem e se repercutem no início do século XX, foi o problema que na longa investigação se procurou compreender e, nesse contexto, formar uma opinião.

A invasão francesa conduzida por Napoleão, em 1808, que levou à fuga da Corte para o Rio de Janeiro, e a Revolução Liberal de 1820, na cidade do Porto, para a qual a iniciativa de adesão da cidade de Braga foi indispensável, poderão ser vistas como as causas de mudanças ocorridas no contexto político português, com particular evidência a aprovação da Carta Constitucional (1.ª a 23 setembro de 1822), através da qual se inicia o fim do Absolutismo do Poder Régio. o Monarca passa a depender do parlamento.

O fim das instituições que caracterizavam o Antigo Regime, em Portugal, foi um processo lento, vigorando durante quase toda a primeira metade do século XIX, originando dificuldades no desenvolvimento da economia portuguesa. O golpe da Regeneração de 1851 implicou medidas importantes de saneamento do Estado, fundamental no processo de mudança, pois permitiu a adoção do regime monetário do padrão-ouro, em 1854. O Banco do Minho, criado na cidade de Braga em 1864, é um ativo financeiro resultante da ambição de empreendedorismo suscitado pelo Liberalismo.

Apesar das crises financeiras havidas, como a de 1876, com o carácter de uma crise de especulação, o Banco do Minho debate-se com operações que considera fraudulentas, com a falência de agentes fora do reino e com perdas gerais sofridas, mas sobrevive à crise. e assim vai resistindo.

Adapta-se ao regime da Primeira República e à crise financeira da I Guerra Mundial (1914-1918), mas não resiste ao saneamento financeiro que Salazar, ministro das finanças, em 1929, introduziu no sistema bancário, com o reforço da Caixa Geral de Depósitos enquanto banco de investimento e instrumento da política económica do Estado, ao que acresce o crash financeiro de 1929, com efeitos nos mercados internacionais, restringindo as remessas dos emigrantes e as receitas de reexportação.

Do Iluminismo ao Liberalismo

Braga 1864, o banco do Minho

de Elisa Celeste Soares

Propriedade Descrição
ISBN: 9789893784686
Editor: LisbonPress
Data de Lançamento: setembro de 2024
Idioma: Português
Dimensões: 148 x 230 x 24 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 330
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Economia, Finanças e Contabilidade > Economia
EAN: 9789893784686

SOBRE O AUTOR

Elisa Celeste Soares

Elisa Celeste Soares nasceu em Rossas, Vieira do Minho, em 1948. Licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Mestre em História Moderna pela mesma Faculdade.
É autora das obras:
Meixedo: Percursos com Cem Anos, uma construção historiográfica centrada na realidade político-social da localidade – 2016
A Publicidade na Gazeta de Lisboa (1715-1760) – 2018
Rossas: Pelos Trilhos da Identidade – 2021
Colaborou nas obras:
Três Quartos de Um Amor, Vol. I, Chiado books – 2018
Fragmentos de Saudade, Tomo I, Chiado books – 2023
Três Quartos de Um Amor, Vol. IV, Chiado books – 2024
Minha Mãe, Vol. I, Chiado books – 2024
Liberdade, Antologia de Literatura Livre, Tomo I, Chiado Books – 2024

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