Dias de Vidro
SINOPSE
Itália, 1924. Giacomo Matteotti, principal opositor de Benito Mussolini, é assassinado no dia em que Redenta vem ao mundo. O medo instala-se, o silêncio torna-se regra e a violência passa a ser instrumento de governo. A morte de um, marca o início definitivo da ditadura, o nascimento de outra, inaugura uma vontade obstinada de resistir.
Prometida em criança ao seu melhor amigo, Bruno, que desaparece sem explicação, é mais tarde escolhida para casar com Vetro, um dirigente fascista cujo sadismo parece não ter limites. Ainda assim, algo nela persiste. Uma força silenciosa, quase indestrutível. a vida de Redenta cruza-se com a de Iris, uma mulher rebelde e com desejos de liberdade.
Duas mulheres, duas formas de coragem, dois destinos que se entrelaçam num dos períodos mais austeros da História. Tão sombrio quanto luminoso, Dias de Vidro transforma o tempo do silêncio numa história de resistência íntima, feminina e radicalmente humana. A voz de Redenta permanece, clara, ferida e vibrante, muito depois de fechada a última página.
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Um desafio literário de grande ambição.»
La Repubblica
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789895706570 |
| Editor: | Alma dos Livros |
| Data de Lançamento: | abril de 2026 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 155 x 236 x 22 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 384 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789895706570 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Dignidade e resistência
Ler, um prazer adquirido
A história desta vila e desta família é enquadrada no tempo com a ascensão do fascismo e Redenta nasceu com a sina da má sorte. Uma doença quase a matou e ficou manca. O pior foi o casamento com um cruel e sádico fascista, amigo do pai, enquanto avançava a Segunda Guerra Mundial. Os fragmentos de violência são de arrepiar. A história desta mulher, da família, do povo, é duríssima e de um realismo que parece cinematográfico. A dignidade e resistência desta mulher é assombrosa, bem como a da avó Fafina. A autora não nos poupa à miséria ou à dor mas não deixa de incutir esperança e firmeza. Resiliência. Como o bastardo e valente Bruno e a nobre Íris. Antecipei alguns acontecimentos mas não esperava o desfecho que foi como quase toda a narrativa - BRUTAL!
Coragem Silenciosa
Catarina (Chemin Books)
Neste "Dias de Vidro", há sempre uma aura de violência — um vidro que corta — enquanto um grito silencioso de resistência se instala. Apesar de ficcionado, este romance histórico tenta retratar alguns eventos da época, uma era negra em que nazis e fascistas cometiam as maiores atrocidades. Numa época em que sobreviver era difícil, quanto mais ser mulher… Redenta, que se cola a nós desde as primeiras páginas, e Iris, uma lutadora, são dois exemplos distintos de coragem.
Forte e imperdível
Andreia Rodrigues
¿Desde as primeiras páginas somos logo brindados com uma brutalidade tão mas tão sufocante que nos causa angústia. Um livro que acaba por ser um drama familiar intenso, misturando o ambiente político e social da época, para complementar o enredo. Este ambiente político achei um pouco em demasia. ¿Adorei a personagem Redenta. Carrega em si o peso de uma vida que alguém traçou para ela e ao contrario do que a julgam, é uma voz silenciosa mas presente.Houve partes duras de ler, onde as personagens respiram violência. ¿A Fafina, debaixo da sua pele fria e e dura, tem no fundo um coração mole e acabou por salvar muitas vidas.
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