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Diálogos De Roma

de Francisco de Holanda
idioma: espanhol
Editor: ACANTILADO, Janeiro de 2018 ‧
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En 1538, Francisco de Holanda, joven pintor de veinte años y humanista en ciernes, viajó a Italia por orden de Juan III de Portugal para ilustrar «las fortalezas y obras más insignes» de aquella tierra. Esta misión diplomática le permitió visitar varias ciudades italianas y conocer, en Roma, a Miguel Ángel, que entonces tenía sesenta y tres años y se había convertido en el artista más influyente de Europa. Los diálogos recogidos en este volumen recrean literariamente las conversaciones sobre arte que Francisco mantuvo con el maestro en las reuniones que organizaba la poetisa Vittoria Colonna? gran amiga de Miguel Ángel y destacada figura del Renacimiento italiano?, en las que también participaron otros artistas de la época. Esta cuidadosa edición no sólo nos ofrece una original pieza literaria en que las voces y opiniones singulares de un buen número de personajes ilustres suenan plenamente vivas, sino también una obra de un gran interés histórico, pues contribuyó a la difusión de la novedosa idea de creación artística que se impondría en Occidente durante los siglos venideros.

Diálogos De Roma

de Francisco de Holanda

Propriedade Descrição
ISBN: 9788416748815
Editor: ACANTILADO
Data de Lançamento: Janeiro de 2018
Idioma: Espanhol
Dimensões: 133 x 210 x 13 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 216
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Espanhol > Arte > Artes em Geral
Livros em Espanhol > Arte > Outras Artes
Livros em Espanhol > Arte > História da Arte
EAN: 9788416748815

SOBRE O AUTOR

Francisco de Holanda

Francisco de Holanda nasceu em Lisboa, muito provavelmente em 1517 ou 1518, portanto, no reinado de D. Manuel I. Para Jorge Segurado estamos perante o principal artista da nossa Renascença. Nas palavras de André de Resende estamos perante o Apeles Lusitano.
Francisco de Holanda era filho de António d’Holanda, iluminista, desenhador, retratista, de origem holandesa. Artista ligado à corte portuguesa, a sua profissão exerceu clara influência na futura orientação deste seu filho, que, desde muito novo, mostrou clara propensão para a arte da pintura. De facto, Francisco frequentou a escola do seu pai, sendo este um período de aprendizagem fundamental, conforme ele próprio reconhece no prólogo na obra que lhe deu renome mundial, Da Pintura Antiga: «E muito grandes e infinitas graças dou eu primeiro ao Summo Mestre e imortal, e depois as dou a meu pai […] de me não desviar minha própria índole natural, e me deixou seguir a arte da Sabedoria a mi mais segura e excelente de quantas há n’este grão mundo».
O seu pai, instalado em Évora, deu a Francisco de Holanda a formação necessária para se iniciar nas artes figurativas. Durante alguns anos e até 1537, Évora, cidade onde à época residia a corte portuguesa, foi a capital cultural de Portugal e o centro onde os mais diferentes artistas trabalhavam, bem como os homens de letras. Foi aqui que Francisco de Holanda, certamente, contactou com os mais eminentes humanistas, tendo sido amigo e discípulo de André de Resende, Miguel da Silva e Nicolau Clenardo. Sabe-se também que Francisco de Holanda estudou línguas clássicas na Escola Pública de Letras.
Em Évora dá-se o contacto com as antiguidades, provenientes de ruínas romanas, permitindo a Francisco reconhecer que um aprofundamento do seu saber só será possível se se deslocar a Roma, o grande centro cultural da Europa culta no que à arte diz respeito. E D. João III é claramente favorável à cultura humanística, que apenas será travada quando, em 1555, entrega o ensino à Companhia de Jesus.
Com 20 anos dá-se o facto fundamental da vida de Francisco de Holanda como artista: obtém uma bolsa a fim de se dirigir a Roma e contactar com os grandes vultos da arte renascentista. Quando vai para Itália é já um pintor vocacionado para a arte, ansioso por se encontrar com os grandes mestres do seu tempo, com os grandes monumentos da antiguidade e com as maiores referências da arte sua contemporânea.
Esta viagem, por ele tão ansiosamente esperada e que teve a duração de três anos (de 1537 a 1540) é um marco central na sua vida, como ele mesmo menciona no agradecimento que faz a D. João III. A sua obra, quer literária, quer plástica, permaneceu praticamente silenciada até meados do século XVIII, início do século XIX. E o artista teve certamente consciência de que nunca veria reconhecidas em Portugal as suas ideias, nem mesmo o seu talento para as executar. Contudo, para nós, contemporâneos, que o lemos e interpretamos, que contemplamos o pouco que conhecemos da sua obra pictórica, não podemos deixar de reconhecer a sua forte personalidade, marcada pelo ideário do humanismo renascentista, que nunca abandonou. Nunca é demais salientar a riqueza da sua reflexão sobre a arte, a audácia de remar contra a maré, de se expor, em nome de valores nos quais acreditava e que sempre defendeu. Hoje, Francisco de Holanda encontra-se, sem sombra de dúvida, num lugar de relevo, num lugar cimeiro, do Renascimento português.

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