Diálogo Sobre a Ordem

de Santo Agostinho
Editor: INCM – Imprensa Nacional Casa da Moeda, abril de 2000 ‧
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Tradução, introdução e notas de Paula Oliveira e Silva - Revisão da tradução de Paulo Farmhouse Alberto - Edição bilingue
Diálogo Sobre a Ordem. Cassicíaco, Novembro de 386. Em debate, o eterno enigma do mal. A razão habituou-se a respostas fáceis: ou Deus não governa o mundo ou, se o governa, anda distraído. O ano 386 parece eivar a existência de Agostinho de gestos irrazoáveis: abandona a prestigiosa carreira de professor de Retórica em Milão; resigna da seita maniqueísta onde durante nove anos partilhara convicções, dúvidas e anseios acerca do mal e da morada da Verdade. Agostinho procura agora a solidão recatada, o pousio do espírito para alicerçar a sua mundividência. Cassicíaco oferece o ecossistema adequado ao descanso e à reflexão: um espaço rural, abundante em prados verdes, animais de campo, regados e torrentes, onde não faltam mesmo os balneae romanos. Ante o escândalo do mal, a resposta do Hiponense brota, desconcertante. Urge produzir cultura, tarefa confiada por excelência à Filosofia. Se esta falta, tudo se confunde, em cada espírito humano e no rumo da Humanidade. O apelo de Santo Agostinho dirige-se ao ser humano hodierno e à comunidade de que ele é responsável. Esfumada a identidade da Filosofia, questionada a sua legitimidade, ciência e tecnologia arvoram-se hoje em verdadeiras divindades, deixando por justificar a sua eficácia própria e, sobretudo, a sua impotência - quando não a sua força destrutora - no confronto com o sofrimento e o mal, em suma, com a experiência limite da finitude e da morte.

Diálogo Sobre a Ordem

de Santo Agostinho

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722710411
Editor: INCM – Imprensa Nacional Casa da Moeda
Data de Lançamento: abril de 2000
Idioma: Português
Dimensões: 147 x 239 x 28 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 266
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 1002200640009
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Santo Agostinho

Agostinho cresceu no norte da África colonizado por Roma, educado em Cartago. Foi professor de retórica em Milão em 383. Seguiu o Maniqueísmo nos seus dias de estudante e se converteu ao cristianismo pela pregação de Ambrósio de Milão. Foi batizado na Páscoa de 387 e retornou ao norte da África, estabelecendo em Tagaste uma fundação monástica junto com alguns amigos. Em 391 foi ordenado sacerdote em Hipona. Tornou-se um pregador famoso (há mais de 350 sermões dele preservados, e crê-se que são autênticos) e notado pelo seu combate à heresia do Maniqueísmo. Defendeu também o uso de força contra os Donatistas, perguntando "Por que (...) a Igreja não deveria usar de força para compelir seus filhos perdidos a retornar, se os filhos perdidos compelem outros à sua própria destruição?" (A Correção dos Donatistas, 22-24) Em 396 foi nomeado bispo assistente de Hipona (com o direito de sucessão em caso de morte do bispo corrente), e permaneceu como bispo de Hipona até sua morte em 430. Deixou seu monastério, mas manteve vida monástica em sua residência episcopal. Deixou a Regula para seu monastério que o levou a ser designado o "santo Patrono do Clero Regular", que é uma paróquia de clérigos que vivem sob uma regra monástica. Agostinho morreu em 430 durante o cerco de Hipona pelos Vândalos. Diz-se que ele encorajou seus cidadãos a resistirem aos ataques, principalmente porque os Vândalos haviam aderido ao arianismo, que Agostinho considerava uma heresia.

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