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Desconhecido na Morada

A carta no cinema

de Clara Rowland
Editor: Documenta, março de 2025 ‧
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Objecto que o ¿lme pode mostrar em campo, circulando no mundo das personagens, a carta é sempre inscrita no cinema em articulação com a sua leitura.

«Ao longo do livro, serão discutidos exemplos em que a figura da carta funciona simultaneamente como objecto, permitindo a articulação entre ¿lmes diferentes que, de modos também diferentes, lidam com a carta; e como elemento que põe em causa o dispositivo cinematográ¿co, abrindo caminho para uma re¿exão sobre as relações entre cinema e escrita.
A ideia de um livro sobre cartas no cinema parte assim de uma dupla hipótese: por um lado, da convicção de que no diálogo entre escrita e cinema é possível pensar ideias de literatura e ideias de cinema (o modo como o cinema pensa a literatura, quer como espelho, quer como duplo dissonante que coloca o problema das diferenças entre meios de representação); por outro, da ideia de que a carta, enquanto ¿gura, elemento temático ou elemento estrutural, pode fazer-se eixo dessa relação, apresentando-se ao mesmo tempo como figura da literatura e figura de uma circulação da escrita num regime em que funcionará espectralmente como corpo estranho, ou, mais precisamente, como corpo não reconhecido: desconhecido na morada.»
Clara Rowland

Desconhecido na Morada

A carta no cinema

de Clara Rowland

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895681884
Editor: Documenta
Data de Lançamento: março de 2025
Idioma: Português
Dimensões: 206 x 146 x 9 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 184
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Arte > Cinema
EAN: 9789895681884

SOBRE O AUTOR

Clara Rowland

Clara Rowland nasceu em Coimbra, em 1978, cresceu em Itália e vive em Lisboa. É professora de Literatura Brasileira e de Literatura Comparada na Universidade Nova. Sempre gostou de tentar perceber as coisas com a ajuda de outras coisas: livros que falam de outros livros, de filmes, de imagens; ou filmes que falam de livros, de outros filmes, de canções. Leu uma vez uma entrevista em que o realizador francês François Truffaut contava que quando era miúdo sabia de cor, dos filmes que via - e via muitos! - tudo o que lhe chegava aos ouvidos: diálogos, música, barulhos. Pareceu-lhe a descrição de uma relação com a leitura - ou de um modo de vida.

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