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Desamparo de Sandu

de António Faria
Editor: Chiado Books, maio de 2015 ‧
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Porque trata da evocação poética de um velho fisicamente decadente, o "senhor Santos", um homem referência na capital de Angola, outrora comerciante e proprietário rico, eventualmente ligado ao tráfico negreiro, espoliado nas relações comerciais pelo poder colonial e premonitório no que concerne à súbita e luminosa imagem de opulência presente à sombra do movimento político que ele enunciou e estabeleceu na adolescência, Viriato da Cruz podia ter chamado "anátema" ao poema escrito então (…).
Este anátema, contém a corrente de ferro em brasa que nos prende a alma à marca de origem: Sandu, o espírito dos ancestrais, que pode ser, se quisermos, de antes dos glaciares, de antes do Oriente Fértil, de antes de Meroe, de antes de Salomão, de antes dos descendentes de Belkiss e Hiram, ou qualquer outro ente que nunca existiu. (Desamparo de Sandu, "Palavras prévias").

Desamparo de Sandu

de António Faria

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895134496
Editor: Chiado Books
Data de Lançamento: maio de 2015
Idioma: Português
Dimensões: 145 x 221 x 26 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 340
Tipo de produto: Livro
Coleção: Viagem Filosófica
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Memórias e Testemunhos
EAN: 9789895134496

SOBRE O AUTOR

António Faria

Doutor pela FCSH UNL (Estudos Portugueses), Mestre pela (FLUL, História da Expansão e Descobrimentos Portugueses), Licenciado em História (FLUL).
Frequentou a FDUC (1961), FDUL (1963), Estudos Gerais de Angola (Lubango,1967). Estudos primários e secundários no Lubango (Huila) e Nova Lisboa (Huambo).
Cinema e Teatro (cursos e formação desde o TEUC e CITAC (Coimbra, 1962), AEIST, Lisboa, 1964, Tobis Portuguesa, Lisboa, 1965).
Ativista associativo (Cineclube do Huambo, Casa dos Estudantes do Império, Sindicato dos Profissionais de Cinema, Associação Portuguesa de Realizadores de Filmes, Associação "Casa dos Estudantes do Império").
Realizador na RTP (1976-2003).
Eventualmente, professor universitário (UML) e investigador (ULHT).
Primeiros escritos «Georges Méliès», A Voz do Planalto, Nova Lisboa (Angola), 27 de maio de 1960. Primeiro programa: Tempo de Cinema (Radio Clube do Huambo, 1960).
Primeiros filmes, 1958 (Angola). Filme de estreia: A Chafarica (1970). Depois, Índia (1972), Ofensiva Popular (!975), Sertório (1976), O Homem que Matou o Diabo (RTP, 1978), Os Flagelados do Vento Leste (1986).
Centenas de documentários (RTP 1974-2003) entre os quais Catarina, Querida Júlia, Teixeira de Pascoais, Ana Plácido, Raul Brandão, Arnaldo Gama, Guilhermina Suggia, Afonso Henriques, Elísio de Moura, João de Deus, Encontro com a Cidade, Dentro da Cidade, O Grande Lagar da Ira, Edmundo Pedro Memória da Fuga do Campo de Tarrafal.
Romance publicado: Emenda e Soneto, Lisboa, Publicações Europa América, 1987.
Pesquisa: Introdução ao Cinema Angolano, 1964; Consciência Crítica e Cinema Nacional, 1970; Miséria de Cinema, 1972, Casa dos Estudantes do Império: Itinerário Histórico, Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa, 1995; Linha Estreita da Liberdade, Lisboa, Colibri, 1997; «A morte de Mutu-ya-Kevela no relatório do Tenente Pais Brandão», sep. Clio, Revista do Centro de História FLUL, Lisboa, Colibri, 1997; Concepção de História e Prática Política. O Abade Correia da Serpa, Serpa, Câmara Municipal de Serpa, 2001; A Idade da Consciência. Cinema e História, Porto, Estratégias Criativas, 2001; A Produção Cinematográfica como Expressão da Cultura Portuguesa (1924-1949), t. D., Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa, 2002; Obra ao Branco, Lisboa, Editora Universitária, 2003; O Real e o Possível. Norton de Matos, Etiologia de um Estado e Fim do Império, Lisboa, Grémio Lusitano, 2005; Memória e Gratidão, (c/ António Arnaut), Lisboa, Grémio Lusitano, 2006; O Cilindro de Crísipo. Maçonaria e Política, Lisboa, Nova Vega, 2006; Desamparo de Sandu, Lisboa, Chiado Editora, 2015. Itinerário de Pasárgada, Chiado Editora, 2016. O Grão-Mestre, Lisboa, Chiado Editora, 2017.
Teatro: O Desertor, com João Lagarto e Cristina Hauser (RTP 1979), Fumos de Glória Lisboa, Lisboa, Colibri, 1998), Atitude Inesperada de um Deficiente de Guerra perante o Quadro de Francisco Goya no Museu do Prado, Porto, Maranus, 2007, De Volta a Tala Mongongo, Porto, Maranus, 2008, Lisboa, A Lasciva Mãe dos Rios Flamejantes, Chiado Editora, 2018.

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