D. Sancho II e o Exército
Editor:
Caleidoscópio, outubro de 2024 ‧
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SINOPSE
Sancho II de Portugal (r. 1223-1248) é, no nosso entender, um dos mais importantes reis do processo de conquista militar português durante a primeira dinastia. Este monarca mantém a tradição de assalto ao Sul, investindo sobre as terras do Alentejo, numa expressão que acabará por redimensionar o reino, dando-lhe uma nova expressão espacial que implica processos de adaptação, que criam e depois mantêm correntes hierárquicas e linhas de comunicação por onde circula a vontade do rei. Mas existe ainda a dúvida sobre quem teve a iniciativa e o comando dessas ações militares.
Fontes historiográficas, documentais ou narrativas dão pouca informação e são contraditórias. Para umas, o envolvimento e liderança do rei é uma certeza; para outras, todas as campanhas militares se devem apenas à estratégia do mestre de Santiago, Paio Peres Correia. Também as mais recentes obras sobre história militar medieval portuguesa costumam, nos seus planos de trabalho, terminar a ofensiva portuguesa com a conquista definitiva de Alcácer do Sal, em 1217, apenas voltando a falar de guerra contra o Islão a partir de 1249. Tem ficado por estudar e analisar um vasto intervalo de tempo, que é, praticamente, todo o reinado de Sancho II.
Afastado do trono com grande violência, deprimido e fatigado pela retirada humilhante para terras castelhanas, Sancho II, o quarto rei de Portugal, morreu em Toledo, próximo das águas do Tejo, frias e murmurantes, impassíveis e eternas, que inexoravelmente se encaminham para o oceano, onde acabam por chegar depois de tocarem as margens de Lisboa. Aí, nada disseram, nada contaram. Morto estava o rei e da sua morte se faziam estórias, estranhos farrapos de lendas, que essas águas continuam a trazer e que na imaginação dos homens ciciam segredos de um soberano que o reino deixou cair.
Fontes historiográficas, documentais ou narrativas dão pouca informação e são contraditórias. Para umas, o envolvimento e liderança do rei é uma certeza; para outras, todas as campanhas militares se devem apenas à estratégia do mestre de Santiago, Paio Peres Correia. Também as mais recentes obras sobre história militar medieval portuguesa costumam, nos seus planos de trabalho, terminar a ofensiva portuguesa com a conquista definitiva de Alcácer do Sal, em 1217, apenas voltando a falar de guerra contra o Islão a partir de 1249. Tem ficado por estudar e analisar um vasto intervalo de tempo, que é, praticamente, todo o reinado de Sancho II.
Afastado do trono com grande violência, deprimido e fatigado pela retirada humilhante para terras castelhanas, Sancho II, o quarto rei de Portugal, morreu em Toledo, próximo das águas do Tejo, frias e murmurantes, impassíveis e eternas, que inexoravelmente se encaminham para o oceano, onde acabam por chegar depois de tocarem as margens de Lisboa. Aí, nada disseram, nada contaram. Morto estava o rei e da sua morte se faziam estórias, estranhos farrapos de lendas, que essas águas continuam a trazer e que na imaginação dos homens ciciam segredos de um soberano que o reino deixou cair.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789896588878 |
| Editor: | Caleidoscópio |
| Data de Lançamento: | outubro de 2024 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 245 x 307 x 17 mm |
| Encadernação: | Capa dura |
| Páginas: | 176 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
História
>
História Militar
|
| EAN: | 9789896588878 |
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