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D. Maria I

A Rainha Louca

de Luísa V. de Paiva Boléo
Editor: A Esfera dos Livros, fevereiro de 2009 ‧
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Nasceu princesa da Beira, a 17 de Dezembro de 1734, mas ficou para a História como D. Maria I, a Rainha Louca. Na sua conturbada vida, viveu o horror da destruição do terrível terramoto que abalou a capital em 1755, viu o seu pai, D. José I, sofrer um atentado, assistiu à execução de alguns nobres que foram acusados de conspiração, sofreu atormentada a pressão e a crueldade do marquês de Pombal, homem de confiança de seu pai, mas teve forças para o confrontar e afastar do poder. Em pouco mais de dois anos, viu morrer o seu querido marido, D. Pedro III, o filho primogénito e herdeiro da coroa, a sua filha e o genro espanhol, e o seu confessor Frei Inácio de São Caetano. Estes acontecimentos, aliados aos tempos conturbados que se viviam na Europa, graças à Revolução Francesa, marcaram de forma dramática a vida de D. Maria I e foram-lhe roubando a paz de espírito e a sanidade mental. Em 1792, considerada incapaz de governar por sofrer de doença mental, vê-se afastada do poder, dando lugar ao seu filho, D. João VI. Com ele embarca para o Brasil sob a ameaça das invasões francesas. É em terras de Vera Cruz que morre, em 1816.

D. Maria I

A Rainha Louca

de Luísa V. de Paiva Boléo

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896261511
Editor: A Esfera dos Livros
Data de Lançamento: fevereiro de 2009
Idioma: Português
Dimensões: 162 x 242 x 20 mm
Páginas: 392
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > História > História de Portugal
Livros em Português > Literatura > Biografias
EAN: 9789896261511

Gostei!

Maria Teixeira

Livro de fácil leitura.Gostei muito!

O lado lúcido da primeira rainha de Portugal

Carla R

D. Maria I teve um reinado desde cedo conturbado. Presenciou o horror do grande terramoto de 1755, o atentado à vida do seu pai D. José I e o mais conhecido processo em Portugal: o dos Távoras. D. Maria I considerou de todo infame o modo como esta família foi chacinada sem sequer ter direito a um julgamento. Juraria então que, quando chegasse ao trono, iria com todas as suas forças procurar destruir a vida do braço direito do seu pai, Sebastião José de Carvalho e Mello, mais conhecido por Marquês de Pombal, e autor da perseguição aos Távoras assim como aos jesuítas do reino. D. Maria I poderia ter sido considerada uma rainha justiceira e de pulso, por esta sua posição mas, a sua força e lucidez a abandonariam anos mais tarde com a morte do seu esposo seguindo-se do seu primogénito Pedro III, uma filha, um genro e o seu confessor. Todos estes trágicos acontecimentos deram lugar a uma enorme apatia e laivos de loucura que a obrigaram a ceder o lugar do trono ao seu filho D. João VI. Antes de morrer viveria ainda, embora alienada de tudo, a experiência de se mudar para o Brasil aquando da fuga da família real. Embora o seu reinado tenha sido curto, no uso das suas faculdades mentais, D. Maria I provou ser muito mais além disso e, no pouco tempo em que esteve lúcida, procurou de alguma forma trazer justiça e paz ao reino. Uma leitura que recomendo a todos os amantes da nossa história.

SOBRE O AUTOR

Luísa V. de Paiva Boléo

Frequentou a Escola de Belas Artes do Porto e de Lisboa. Licenciada em História pela Universidade Autónoma de Lisboa. Frequentou o mestrado de História e Culturas do Brasil na Universidade de Lisboa. Funcionária Pública ligada às Bibliotecas, Serviços de Documentação e editora de revistas no Gabinete de Direito Europeu e na CIDM (Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres). Publicou diversos livros, entre os quais se destacam D. Maria I. A Rainha Louca, Lisboa, Esfera dos Livros, 2009 e D. Maria II. A Rainha Insubmissa, Esfera dos Livros, 2014. Colabora no sítio www.leme.pt com dezenas de curtas biografias, de que ressalta D. Catarina de Bragança; A Rainha Jinga; Santa Clara de Assis, Carolina Michaëlis de Vasconcelos.

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