SINOPSE
«Rosto de pai poeta, conhecedor, curioso, sensível, atento! Atas à palavra a emoção, memória e pensamento para teceres quadros, melodias de vida e cor sentidas…
Meu rosto de menino, meu filho! Quanto tempo foi preciso para me reveres tua mãe! Dar-te a mão e dizer-te: não te deixo só! Nunca mais naufragado num mundo sem sentido! Porque "o tempo e o pensamento partidos (…) esparralham-se, que nem cacos". Não mais despedidas, nem partidas, meu menino!… Guardados em mim ficam teus "soluços aflitos" que cavaram de oco o teu coração! que te fizeram sentir na vida a hipocrisia, o zero, a indiferença, perante essa dor aprisionada, culpada, sentida!…
Meu menino, pai, que não deixaste de procurar no outro, no verbo, um sentido! É verdade que silente ficaste, tantos anos… Mas não emudecido! que manancial de cultura insuspeitada ajuntaste! Tanto tempo foi preciso: o tempo e a distância para estancar a dor!…
Meu querido irmão! Rosto que admiro, mesmo sendo teu o "olhar muito cansado"! Como pudeste sobreviver, com tanta coragem! Como pudeste enfrentar o temor e "vir ao mundo outra vez, a fim de firmar a sombra, que deixei cair aos pés"! Coragem de te emudeceres tanto! Coragem de te desgarrares agora, vivo "baleote (…) queres a liberdade"!
Não pares, não pares agora de o fazer! Porque nos ensinas a crescer, a ver o mundo, a aprender outras paragens… Tua filha que te ama.»
Maria José Martins de Azevedo
Meu rosto de menino, meu filho! Quanto tempo foi preciso para me reveres tua mãe! Dar-te a mão e dizer-te: não te deixo só! Nunca mais naufragado num mundo sem sentido! Porque "o tempo e o pensamento partidos (…) esparralham-se, que nem cacos". Não mais despedidas, nem partidas, meu menino!… Guardados em mim ficam teus "soluços aflitos" que cavaram de oco o teu coração! que te fizeram sentir na vida a hipocrisia, o zero, a indiferença, perante essa dor aprisionada, culpada, sentida!…
Meu menino, pai, que não deixaste de procurar no outro, no verbo, um sentido! É verdade que silente ficaste, tantos anos… Mas não emudecido! que manancial de cultura insuspeitada ajuntaste! Tanto tempo foi preciso: o tempo e a distância para estancar a dor!…
Meu querido irmão! Rosto que admiro, mesmo sendo teu o "olhar muito cansado"! Como pudeste sobreviver, com tanta coragem! Como pudeste enfrentar o temor e "vir ao mundo outra vez, a fim de firmar a sombra, que deixei cair aos pés"! Coragem de te emudeceres tanto! Coragem de te desgarrares agora, vivo "baleote (…) queres a liberdade"!
Não pares, não pares agora de o fazer! Porque nos ensinas a crescer, a ver o mundo, a aprender outras paragens… Tua filha que te ama.»
Maria José Martins de Azevedo
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789895487004 |
| Editor: | Kotter Editorial |
| Data de Lançamento: | junho de 2020 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 129 x 199 x 18 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 226 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Poesia
|
| EAN: | 9789895487004 |